Kiev acusa Rússia de enviar tanques para leste ucraniano

Segundo as Forças Armadas ucranianas, ao menos 32 tanques e outros sistemas de artilharia cruzaram a fronteira

O Estado de S. Paulo

07 de novembro de 2014 | 11h10

KIEV - O governo ucraniano acusou a Rússia de enviar tanques e outras armas pesadas para áreas controladas pelos rebeldes do leste da Ucrânia. Segundo as Forças Armadas de Kiev, 32 tanques, 16 sistemas de artilharia e caminhões carregando munição e combatentes cruzaram a fronteira.

"O deslocamento continua o envio de equipamento militar e mercenários russos para as linhas de frente", disse o porta-voz Andriy Lysenko nesta sexta-feira, 7, em declaração transmitida pela TV, referindo-se à incursão ocorrida na quinta-feira.

O Ministério da Defesa da Rússia não fez comentário imediato sobre a declaração de Lysenko, porém rejeitou mais cedo as alegações ocidentais de que Moscou enviou mais tropas para perto da fronteira.

O presidente ucraniano, Petro Poroshenko, ordenou aos militares que reforcem as tropas na linha de frente a fim de evitar mais perdas de território para os rebeldes.

Os relatos de uma nova movimentação de blindados na fronteira surgem depois que separatistas pró-Rússia no leste ucraniano acusaram forças do governo de Kiev, na quinta-feira, de terem lançado uma nova ofensiva - o que foi negado de imediato por Kiev.

Casos esporádicos de violência continuam a ocorrer na região apesar de uma trégua acertada em 5 de setembro para encerrar o conflito, que já deixou mais de quatro mil mortos.

Nesta semana, no entanto, o cessar-fogo pareceu ficar particularmente frágil, com separatistas e o governo central trocando acusações de violações depois que líderes separatistas realizaram eleições nas autoproclamadas "repúblicas populares" de Donetsk e Luhansk no domingo.

Reação. A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, expressou "séria preocupação" com relatos de uma nova incursão durante um telefonema para Poroshenko, segundo informações de um porta-voz do governo alemão. Os dois líderes pediram que as partes envolvidas no conflito implementem todos os termos do acordo de cessar-fogo assinado em setembro.

Merkel e Poroshenko discutiram "atuais acontecimentos no leste da Ucrânia, especialmente a piora da situação humanitária em áreas controladas pelos separatistas em razão dos combates persistentes", afirmou o porta-voz alemão.  /AP e REUTERS

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