Anastasia Vlasova / Efe
Anastasia Vlasova / Efe

Kiev afirma que Rússia enviou tanques e armas para leste ucraniano

Governo da Ucrânia diz que armamento está sendo levado para cidade ao sul do país que pode se tornar nova frente de batalha 

O Estado de S. Paulo

20 de fevereiro de 2015 | 15h33

KIEV - O governo de Kiev acusou a Rússia nesta sexta-feira, 20, de enviar mais tanques e tropas ao leste da Ucrânia, em direção à cidade de Novoazovsk, no litoral sul do país, ampliando a presença russa no que pode ser uma nova frente de batalha.

A Rússia não respondeu imediatamente à acusação que, caso confirmada, pode acabar com a frágil trégua mediada pela Europa, cuja vigência teve início no domingo 15.

Novoazovsk está localizada no mar de Azov, 40 quilômetros ao leste da cidade portuária de Mariupol, e foi capturada por rebeldes pró-Rússia no ano passado. A cidade pode se tornar uma plataforma de lançamento para novas ofensivas contra Mariupol, que é uma porta de entrada para o sul, e possivelmente abrir caminho a partir da península da Crimeia, anexada pela Rússia há um ano.


"Nos últimos dias, apesar do acordo (de cessar-fogo) de Minsk, equipamentos militares e munições foram vistos cruzando da Rússia para a Ucrânia", disse o porta-voz militar ucraniano Andriy Lysenko. O porta-voz disse que mais de 20 tanques russos, 10 sistemas de mísseis e diversos ônibus com tropas cruzaram a fronteira para dentro da Ucrânia.

Os países ocidentais tentam reavivar o acordo de paz mediado por França e Alemanha em Minsk, capital de Belarus, em 12 de fevereiro, mesmo com os confrontos em Debaltseve, um importante entroncamento ferroviário.

Os ministros de Relações Exteriores de Alemanha, Ucrânia e França devem se reunir na próxima semana em busca de novas medidas de paz, noticiou a mídia russa. Mas as esperanças continuavam tênues antes da mais recente observação dos reforços russos, também denunciados pelos EUA nesta semana. 

"O número de ataques mostra que os terroristas não querem silenciar suas armas completamente", disse o porta-voz militar ucraniano Anatoly Stelmach ao listar 49 ataques promovidos por separatistas nas últimas 24 horas.

Mais de 5.600 pessoas foram mortas no conflito ucraniano desde meados de abril do ano passado, logo após a Rússia ter anexado a Crimeia em seguida à queda do ex-presidente Viktor Yanukovich. /REUTERS

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