REUTERS/Gleb Garanich
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Kiev e Moscou se acusam mutuamente de retomar conflito na Ucrânia

Enfrentamentos em Avdiivka, os mais violentos desde a trégua assinada em dezembro, também são os primeiros desde a posse do novo presidente americano, Donald Trump

O Estado de S. Paulo

02 Fevereiro 2017 | 19h41

O presidente ucraniano, Petro Poroshenko, pressionou nesta quinta-feira, 2, a Rússia no quinto dia de combates entre soldados ucranianos e rebeldes pró-russos no leste da Ucrânia, enquanto Vladimir Putin acusou Kiev de ter planejado a retomada das hostilidades.

Os enfrentamentos de Avdiivka, os mais violentos desde a trégua assinada em dezembro, também são os primeiros desde a posse do novo presidente americano, Donald Trump, que propõe uma aproximação com a Rússia, país acusado por Kiev e pela União Europeia de apoiar militarmente os separatistas russos do leste da Ucrânia.

"Os soldados russos atiram contra Avdiivka", denunciou Poroshenko. "O mundo deve ser mais ativo na pressão sobre a Rússia para obter um cessar-fogo", acrescentou o presidente ucraniano em conversa com seu colega eslovaco, Andrej Kiska, segundo um comunicado da presidência ucraniana.

Vladimir Putin respondeu, em coletiva de imprensa conjunta com seu contraparte húngaro, Viktor Orban, em Budapeste, acusando o Exército ucraniano de ter retomado os enfrentamentos e de "ter avançado 200 metros no território controlado pelas milícias", antes de ser freado.

"Mediante esse conflito", as autoridades ucranianas buscam "estabelecer relações" com o governo Trump, declarou o presidente russo. "É muito mais fácil assim para que a administração (americana) esteja a par dos problemas ucranianos", acrescentou.

Os combates prosseguiam na quinta-feira, com disparos de foguetes e pequenos morteiros, nos quais um civil morreu. As autoridades separatistas anunciaram a morte de 1 de seus combatentes nos subúrbios de Avdiivka e o Exército ucraniano, a de 2 soldados, elevando a 23 o número de mortos desde a retomada da violência.

Avdiivka é uma cidade de 20 mil habitantes, que enfrenta escassez de calefação e água corrente devido aos danos registrados na central elétrica da cidade.

É um ponto estratégico do conflito no leste da Ucrânia, que havia sido conquistado pelos separatistas pró-russos no começo dos combates, em abril de 2014. / AFP 

 

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