Kim Jong-il afirma que não fará concessões a Washington

O líder da Coréia do Norte, Kim Jong-il, afirmou que não fará nenhuma concessão aos Estados Unidos, apesar da pressão internacional surgida após o lançamento de mísseis na quarta-feira passada, segundo a agência Yonhap.Em sua habitual retórica beligerante, Kim chamou os Estados Unidos de "agressor imperialista" e prometeu que não fará "a mínima concessão" a Washington.O dirigente comunista afirmou que pensa "responder às represálias com represálias" e, após assegurar que está disposto a uma "guerra total", acrescentou que suas palavras "não são em vão".A Coréia do Norte ignorou os pedidos dos Estados Unidos e do Japão para acatar a moratória sobre os mísseis de longo alcance e lançou sete mísseis na quarta-feira passada, um deles um Taepodong-2 capaz de atingir o Alasca.O Japão e os Estados Unidos propuseram sanções contra a Coréia do Norte nas Nações Unidas, mas China e Rússia, que têm poder de veto no Conselho de Segurança do organismo, devem se opor a esta medida.Negociações multilaterais Washington enviou à Ásia o subsecretário de Estado americano, Christopher Hill, para coordenar posições em relação à reação dos países da região diante do regime de Pyongyang e tentar retomar as negociações multilaterais de Pequim sobre a crise nuclear.O máximo negociador americano nas reuniões a seis partes (as duas Coréias, EUA, Rússia, Japão e China) se reuniu no sábado em Seul com o negociador sul-coreano no diálogo multilateral, Chun Yung-woo, e se encontrou com o ministro de Assuntos Exteriores, Ban Ki-moon.O funcionário americano, que ressaltou que o importante é enviar uma mensagem ao regime norte-coreano com uma "só voz", viajará hoje a Tóquio para analisar a situação com as autoridades japonesas e depois partirá para Moscou.

Agencia Estado,

09 de julho de 2006 | 09h13

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