Kim Jong-il visita a China, diz Seul

Coreia do Norte não confirma informação; viagem coincide com visita de Jimmy Carter a Pyongyang

Efe

26 de agosto de 2010 | 05h24

SEUL - O líder norte-coreano Kim Jong-il iniciou nesta quinta-feira, 26, uma viagem em trem à China, a segunda este ano, após visitar o país vizinho em maio, segundo a agência sul-coreana Yonhap, que cita fontes do governo de Seul.

"Há sinais de que Kim visitou China na manhã da quinta-feira", indicou uma fonte governamental sul-coreana à Yonhap, que acrescentou que ainda não se sabe o destino exato e o motivo da visita.

Por enquanto, as autoridades chinesas e norte-coreanas não deram informações sobre a viagem, que, se confirmada, acontece depois que, no início de maio, Kim Jong-il visitou a China por cinco dias e se reuniu com o presidente Hu Jintao.

Na ocasião, a Coreia do Norte não informou oficialmente sobre a viagem de Kim à China até ele retornar a seu país, possivelmente pela segurança do trem, meio utilizado pelo líder em suas viagens oficiais.

A viagem do líder norte-coreano coincide com a visita do ex-presidente americano Jimmy Carter a Pyongyang desde a última quarta-feira, que tem o objetivo de conseguir a libertação de um cidadão dos Estados Unidos condenado a oito anos por entrada ilegal na Coreia do Norte.

A imprensa sul-coreana especulava sobre a possibilidade de Carter se reunir nesta quinta com Kim Jong-il antes de retornar aos EUA com Aijalin Mahli Gomes, de 30 anos, detido na Coreia do Norte em 25 de janeiro por entrar ilegalmente no país através da fronteira com a China e condenado em abril a oito anos de trabalhos forçados.

A agência norte-coreana KCNA informou nesta madrugada que, até o momento, Carter se reuniu apenas com o "número dois" do regime norte-coreano, Kim Yong-nam.

Em agosto de 2009, Bill Clinton se reuniu em Pyongyang com Kim Jong-il para conseguir a libertação de duas jornalistas americanas que tinham sido detidas na fronteira com a China e condenadas a 12 anos de trabalhos forçados.

O líder norte-coreano realizou até o momento cinco visitas à China, e, caso seja confirmada esta nova viagem, será a primeira vez que repetirá no mesmo ano.

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