AFP PHOTO / YONHAP
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Kim Jong-un convida presidente sul-coreano para reunião em Pyongyang

Em carta manuscrita entregue por sua irmã a Moon Jae-in, líder norte-coreano diz que presidente do país vizinho será bem-vindo para uma visita 'ao Norte no momento que mais lhe convier; caso a cúpula aconteça, será a terceira deste tipo

O Estado de S.Paulo

10 Fevereiro 2018 | 16h44

SEUL - O líder norte-coreano, Kim Jong-un, convidou o presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-in, a participar de uma reunião de cúpula em Pyongyang, no momento em que Washington adverte sobre "a operação de sedução olímpica" do regime norte-coreano.

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O convite foi transmitido por Kim Yo-jong, irmã do líder norte-coreano, que visita a Coreia do Sul por ocasião dos Jogos Olímpicos de Inverno, informou um porta-voz da Casa Azul, a presidência sul-coreana.

Caso a cúpula aconteça, será a terceira deste tipo, depois das reuniões que Kim Jong-il, pai do atual líder norte-coreano, teve em Pyongyang com os presidentes sul-coreanos Kim Dae-jung e Roh Moo-Hyun, em 2000 e 2007, respectivamente.

Mas o encontro poderia gerar discórdia entre Moon, partidário do diálogo com o Norte, e o presidente americano, Donald Trump, que até poucas semanas atrás trocava insultos e ameaças apocalípticas com Kim.

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Washington exige que Pyongyang mostre, antes de qualquer negociação, que está disposta a renunciar a seu programa nuclear militar, quando o próprio Kim se vangloriava, há pouco tempo, de seu país ter se tornado um "Estado nuclear de pleno direito".

Moon recebeu para um almoço neste sábado o chefe de Estado da Coreia do Norte, Kim Yong-nam, cujo cargo é protocolar, e Kim Yo-jong. 

'Carta pessoal'

"A enviada especial Kim Yo-jong entregou uma carta pessoal de seu irmão que expressa o desejo do mesmo de melhorar a relação intercoreana", declarou o porta-voz de Moon, Kim Eui-kyeom. 

Também transmitiu verbalmente o convite de seu irmão para que Moon Jae-in visite "o Norte no momento que mais lhe convier", acrescentou.

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A proposta é feita após dois anos de extrema tensão na península, período em que Pyongyang realizou três testes nucleares, o último e mais potente deles em setembro passado. 

A Coreia do Norte também efetuou dezenas de testes de mísseis, em meio a ameaças de que tem capacidade de lançar uma bomba atômica que atinja os Estados Unidos.

O presidente sul-coreano não aceitou o convite de imediato. Pediu que sejam criadas "boas condições" para a visita, e que o Norte busque de forma mais ativa o diálogo com os Estados Unidos. "É absolutamente necessário que o Norte e os EUA iniciem um diálogo rapidamente", disse o presidente sul-coreano, citado por seu porta-voz.

Analistas sugerem que a Coreia do Norte busca, com sua participação nos "Jogos da Paz", obter um abrandamento das sanções contra o regime e prejudicar a relação entre Seul e Washington. 

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Kim Yo-jong viveu uma ascensão fulgurante ao topo do poder, que seu irmão herdou do pai de ambos no fim de 2011. Desde outubro, integra o poderoso órgão político do partido único no poder na Coreia do Norte.

O último membro da família Kim a visitar Seul havia sido seu avô Kim Il-sung, fundador do regime, quando suas tropas conquistaram a capital em 1950. / AFP e EFE

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