Jacquelyn Martin/AP
Jacquelyn Martin/AP

Kim Jong-un 'deu sua palavra' para desnuclearização, diz governo sul-coreano

Aproximação entre as duas Coreias durante os Jogos Olímpicos de Inverno de PyeongChang permitiu um intercâmbio de emissários, no qual uma delegação sul-coreana pôde se reunir pessoalmente com o líder norte-coreano em Pyongyang

O Estado de S.Paulo

19 Março 2018 | 05h12
Atualizado 19 Março 2018 | 12h33

SEUL - A ministra das Relações Exteriores da Coreia do Sul, Kang Kyung-wha, garantiu nesta segunda-feira, 19, que o líder norte-coreano, Kim Jong-un, "deu sua palavra" quanto ao compromisso de seu regime com a desnuclearização, que estaria relacionado às futuras reuniões com Seul e Washington.

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Em entrevista à rede de televisão americana CBS, Kang declarou que o ditador norte-coreano "já transmitiu seu compromisso" de abandonar o programa nuclear, em relação às condições prévias que Pyongyang deve cumprir antes que Kim possa se reunir em abril com o presidente sul-coreano, Moon Jae-in, e em maio com o líder americano, Donald Trump.

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"Ele deu sua palavra. A importância de suas palavras tem muito peso no sentido que esta é a primeira vez que elas provêm diretamente do próprio líder supremo", acrescentou Kang.

A aproximação entre as duas Coreias durante os Jogos Olímpicos de Inverno de PyeongChang permitiu um intercâmbio de emissários, no qual uma delegação sul-coreana pôde se reunir pessoalmente com Kim em Pyongyang.

O líder norte-coreano transmitiu ao grupo o seu desejo de realizar as duas cúpulas e garantiu que está disposto a negociar o fim do programa nuclear se for garantida a sobrevivência do regime.

A ministra das Relações Exteriores sul-coreana também assinalou que acredita que Kim "tem a intenção de discutir temas de segurança, entre eles a questão da desnuclearização", durante as duas cúpulas, e considerou "muito significativo" o fato de ele ter aceitado realizar o encontro com Moon na faixa sul da fronteira que divide os dois países.

O local e a data exata da reunião com Trump, a primeira da história entre os líderes dos dois países, ainda não foram decididos. / EFE

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