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Kim Jong-un inspeciona tropas pela 2ª vez em 2012

Visitas apontam que Kim dará continuidade à política do 'Exército primeiro' aplicada por seu pai

Efe,

19 de janeiro de 2012 | 09h40

SEUL - O novo líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, realizou uma nova inspeção às tropas, a segunda do ano, em outro aparente movimento para reafirmar seu poder sobre o Exército, informou nesta quinta-feira, 19, a agência "Yonhap".

A atividade de Kim Jong-un ocorreu um dia antes de completar um mês da morte de seu pai, o líder Kim Jong-il, que morreu em 17 de dezembro de infarto do miocárdio.

O sucessor, que realizou sua primeira inspeção militar do ano em 1º de janeiro a uma divisão blindada, visitou na quarta a Unidade 169 do Exército, conhecida como o "Sétimo Regimento de O Jung Hup", referência ao personagem histórico que lutou no início do século contra a colonização japonesa.

Kim Jong-un, acompanhado pelo chefe do Estado-Maior do Exército Popular da Coreia do Norte, Ri Yong-ho, e outras autoridades militares, "devolveu a saudação aos militares", informou a Agência Central de Notícias da Coreia do Norte "(KCNA)", citada pela "Yonhap".

O jovem herdeiro, cuja idade é estimada entre 28 e 29 anos, "pediu ao grupamento militar que cumpra adequadamente suas funções de combate e de formação política, sem esquecer do cuidado que Kim Jong-il dispensava às equipes de serviço", segundo a "KCNA".

Ele pediu aos militares "estarem à altura da profunda confiança que Kim Jong-il depositou neles ao colocá-los à frente do Exército" e detalhou "as diretrizes para aumentar em todos os sentidos a capacidade de combate da Unidade".

As duas visitas sucessivas às tropas apontam, de acordo com a "Yonhap", que Kim dará continuidade à política do "Exército primeiro" aplicada por seu pai, embora a comunidade internacional continue esperando por novas pistas para determinar com certeza qual o futuro do hermético país comunista.

O Exército Popular da Coreia do Norte é um dos mais numerosos do mundo com mais de 1 milhão de soldados na ativa, em um país cuja população total é de menos de 25 milhões de pessoas.

As Forças Armadas são, além disso, o principal fiador da unidade interna em torno da dinastia Kim, que conserva o comando totalitário da Coreia do Norte desde sua fundação até hoje, apesar das graves dificuldades econômicas que a nação sofre desde os anos 90. 

 

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