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Kim Jong-un marca sua liderança nos últimos dias de luto norte-coreano

Líder é herdeiro de uma dinastia autocrata legitimada pela propaganda, as armas e o isolamento

27 de dezembro de 2011 | 11h15

SEUL - Um dia antes do funeral de Kim Jong-il, o cenário de poder na Coreia do Norte está cada vez mais nítido e mostra que o país já é liderado por Kim Jong-un, herdeiro de uma dinastia autocrata legitimada pela propaganda, as armas e o isolamento.

A TV norte-coreana "KCTV" continuou nesta terça-feira, 27, na última parte do luto que chega ao fim em 29 de dezembro, transmitindo cenas de dor e condolências ao jovem Kim Jong-un no Palácio Memorial de Kumsusan, onde está o corpo do líder falecido.

Pelas imagens é possível ver funcionários parando em frente ao féretro de vidro de Kim. A todo instante chegam grandes coroas de flores brancas com fitas pretas ao velório, pelo qual desfilaram na última semana a cúpula das Forças Armadas e do Partido dos Trabalhadores.

A máquina de propaganda do regime também continua elogiando Kim Jong-un, com palavras como "arguto líder". O objetivo é destacá-lo como sucessor que, por sua juventude (acredita-se que tenha menos de 30 anos) e falta de experiência, desperta dúvidas.

Já doente seu pai o nomeou general de quatro estrelas e vice-presidente da comissão Militar Central em 2010. Pyongyang o promoveu habilmente como "grande sucessor", consciente de que um candidato alheio aos Kim arriscaria a unidade de um regime obsoleto com aspirações de perpetuar-se.

Por enquanto se desconhece se o jovem herdeiro exercerá na prática o poder totalitário que supostamente foi outorgado a ele ou se, pelo contrário, as decisões serão tomadas por veteranos dirigentes do país, como Jang Song-thaek, cunhado do falecido Kim Jong-il.

Muitos especialistas em Seul assinalam nos últimos dias como possível futuro administrador do país Jang, braço-direito de Kim Jong-il e quem sempre esteve próximo aos círculos de poder. No último domingo, ele apareceu pela primeira vez com uniforme de general na televisão norte-coreana.

Outra figura-chave que emerge nestes dias é Cho Ryung-hae, de 61 anos, assessor de Kim Jong-un e quem, da mesma forma que o sucessor, foi elevado a general em 2010.

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