AP Photo/Ahn Young-joon
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Kim Jong-un pede desculpas por morte de sul-coreano

Pedido de desculpas da Coreia do Norte, em particular do próprio Kim, é algo extremamente incomum

Redação, O Estado de S.Paulo

25 de setembro de 2020 | 07h53

O líder norte-coreano, Kim Jong-un, pediu desculpas pelo assassinato de um sul-coreano nas águas do país, informou nesta sexta-feira, 25, o gabinete da presidência de Seul, citado pela agência de notícias Yonhap. Kim chamou o incidente de "assunto vergonhoso" e pediu desculpas "por ter decepcionado o presidente Moon Jae-in e os sul-coreanos".

O pedido de desculpas da Coreia do Norte, em particular do próprio Kim, é algo extremamente incomum. A mensagem foi divulgada em um momento de congelamento das relações entre as Coreias, assim como das negociações entre Pyongyang e Washington pela questão nuclear.

A carta enviada por Kim à presidência sul-coreana afirma que soldados norte-coreanos atiraram quase 10 vezes contra um homem que entrou ilegalmente nas águas do país e se recusou a se identificar.

A pessoa, supostamente um desertor e que trabalhava na indústria pesqueira, desapareceu na segunda-feira, 21, a bordo de um barco patrulha que navegava perto da ilha sul-coreana de Yeonpyeong, segundo uma fonte militar da Coreia do Sul. Yeonpyeong fica a 1,5 km da fronteira marítima com o Norte.

A declaração de Kim acontece um dia depois de a Coreia do Sul ter acusado norte-coreanos de atirar e matar um de seus servidores públicos. De acordo com autoridades sul-coreanas, o corpo desse homem foi queimado após ter sido encontrado em um objeto flutuante em águas norte-coreanas. Seul, que classificou o ato como "atroz", cobrou a punição dos responsáveis.

De acordo com a mensagem de Kim, após os disparos, os soldados norte-coreanos encontraram apenas o objeto flutuante com muito sangue, mas sem o homem ferido. Eles concluíram que ele estava morto e queimaram esse objeto seguindo orientações para evitar a propagação do novo coronavírus.

Este foi o primeiro sul-coreano assassinado pela Coreia do Norte em 10 anos, de acordo com a agência de notícias France Presse. / AFP e AP

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