KCNA
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Kim Jong-un promove reunião para discutir capacidade militar da Coreia do Norte

Governo do país também disse que Estados Unidos ainda 'pagariam caro' por contestar os índices sociais que foram repassados a Washington

Redação, O Estado de S. Paulo

22 de dezembro de 2019 | 04h44

SEUL - O líder norte-coreano Kim Jong-un realizou uma reunião com as principais autoridades militares para discutir o aumento da capacidade bélica da Coreira do Norte, informou a agência de notícias estatal KCNA neste domingo, 22. O encontro aconteceu em meio a uma grande preocupação de que o norte talvez esteja prestes a voltar ao confronto com Washington.

Kim presidiu uma reunião ampliada da Comissão Militar Central do Partido dos Trabalhadores, com a intenção de discutir medidas "para reforçar as forças armadas gerais do país tanto militar quanto politicamente", disse uma fonte à agência de notícias estatal.

"Também foram discutidas questões importantes para a melhoria decisiva da defesa nacional geral, além de questões centrais para o desenvolvimento sustentado e acelerado da capacidade militar de autodefesa", acrescentou o informante.

Kim também não deu detalhes sobre quando a reunião foi realizada nem o que foi decidido. A comissão é o principal órgão de decisão militar da Coréia do Norte, já que o seu 'adjunto' no governo do país é um supremo comandante militar, que por acaso atua como presidente da comissão.

A Coréia do Norte estabeleceu um prazo próximo ao final de ano para os Estados Unidos mudarem o que diz ser uma política de hostilidade, em meio a um impasse nos esforços para progredir em sua promessa de encerrar o programa nuclear do Norte e estabelecer uma paz duradoura.

Kim e o presidente dos EUA, Donald Trump, se encontraram três vezes desde junho de 2018, mas não houve progresso substancial no diálogo, pois o Norte exigia que as sanções internacionais esmagadoras fossem resolvidas de forma imediata.

No sábado, a mídia estatal disse que os Estados Unidos "pagariam caro" por contestar o registro de direitos humanos do Norte e que as "palavras maliciosas" de Washington apenas agravariam as tensões na península coreana.

O país também pediu repetidamente aos Estados Unidos que abandonassem sua "política hostil" e alertou sobre o seu "presente de Natal", que se resume ao prazo final que os norte coreanos estabeleceram para Washington mudar de posição.

Alguns especialistas dizem que o estado recluso pode estar se preparando para um teste de míssil balístico intercontinental, que poderia colocá-lo de volta em um caminho de confronto com os Estados Unidos.

O enviado dos EUA para a Coréia do Norte, Stephen Biegun, visitou a Coréia do Sul e a China na semana passada, emitindo uma chamada pública e direta ao país para que ele retorne à mesa de negociações.  Até o momento, ainda não houve resposta./ REUTERS

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