Kim Jong-un recebe delegação sul-coreana

Em sinal de aproximação, ex-primeira-dama e presidente da Hyundai encontram novo líder de Pyongyang e homenageiam ditador morto

SEUL, O Estado de S.Paulo

27 de dezembro de 2011 | 03h06

O novo líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, recebeu ontem uma delegação sul-coreana para o funeral de seu pai, Kim Jong-il. O grupo, liderado pela ex-primeira-dama Lee Hee-ho, viúva do ex-presidente sul-coreano Kim Dae-jung (que morreu em 2009), e pela presidente do grupo Hyundai, Hyun Jeong-eun, recebeu autorização de Seul para prestar condolências ao regime de Pyongyang.

A delegação sul-coreana era composta por 18 pessoas e o encontro, confirmado pelo Ministério da Unificação da Coreia do Sul, foi o primeiro do sucessor de Kim com representantes do país vizinho.

O encontro durou dez minutos. Os enviados ficaram hospedados no mesmo local que abrigou Kim Dae-jung durante a chamada política do amanhecer, como ficou conhecida a aproximação entre Seul e Pyongyang nos anos 90.

De acordo com a agência estatal norte-coreana KCNA, as duas representantes sul-coreanas visitaram o memorial de Kumsusan. Elas depositaram coroas de flores no caixão de Kim Jong-il, assinaram o livro de condolências e cumprimentaram o novo líder, que agradeceu o gesto.

Diretora do Centro Kim Dae-jung Pela Paz, Lee Hee-ho disse esperar que, apesar da morte de Kim, o espírito da declaração de 15 de junho de 2000, negociada entre Kim Jong-il e seu marido prevaleça para que os dois países se reunifiquem o quanto antes. A diretora da Hyundai, ainda segundo a KCNA, disse que os esforços pela reconciliação de Kim Jong-il serão lembrados sempre.

Conhecida pelas ameaças contra a Coreia do Sul, Pyongyang alertara para "consequências catastróficas e imprevisíveis" caso Seul não enviasse seus respeitos pela morte de Kim Jong-il. Mas, segundo o Ministério da Unificação, nenhum membro do governo foi autorizado a prestar condolências e a única mensagem foi entregue pela delegação de Lee Hee-ho. Apenas grupos privados e indivíduos foram autorizados a enviar mensagens dessa natureza.

Para analistas, o encontro de ontem indica que Kim Jong-un pretende passar a imagem, interna e internacionalmente, de que já tem uma política para a Coreia do Sul.

Diplomacia. Em uma reunião ontem em Pequim, o primeiro-ministro japonês, Yoshihiko Oda, e o presidente chinês, Hu Jintao, comprometeram-se com a estabilidade da Península Coreana. "China e Japão trabalharão juntos para que a paz e a estabilidade da Península Coreana tornem-se realidade, e para garantir a segurança do nordeste asiático", disse o porta-voz da chancelaria chinesa, Hong Lei. / AP e EFE

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