KCNA via Reuters
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Kim Jong-un suspende planos de reiniciar ações militares na fronteira entre as Coreias

A Coreia do Norte havia endurecido o tom em relação ao país vizinho nos últimos dias devido ao envio, a seu território, de balões com panfletos de propaganda contra o regime por parte de ativistas sul-coreanos.

Redação, O Estado de S.Paulo

24 de junho de 2020 | 01h21

SEUL - A Coreia do Norte suspendeu os planos de realizar "ações militares" na fronteira com a Coreia do Sul durante uma reunião da liderança militar do regime liderado por Kim Jong-un.

Com esta decisão, anunciada pela imprensa estatal norte-coreana, o regime diminuiu o tom da tensão provocada após ameaçar, na semana passada, voltar a enviar tropas para a fronteira desmilitarizada entre as duas Coreias e reiniciar "todos os tipos de exercícios militares".

A liderança militar norte-coreana "avaliou a situação atual e suspendeu os planos de ação militar contra o sul", disse a agência estatal de notícias "KCNA".

A reunião, realizada na terça-feira, foi presidida por Kim, que ocupa o cargo de presidente do Partido dos Trabalhadores e da comissão militar central, e serviu como preparação para a quinta reunião desse órgão, a ser realizada em data não especificada.

A Coreia do Norte havia endurecido o tom em relação ao país vizinho na semana passada devido ao envio, a seu território, de balões com panfletos de propaganda contra o regime por parte de ativistas sul-coreanos.

Como retaliação, o regime destruiu o escritório de comunicação intercoreano no dia 15 e rejeitou qualquer diálogo com a Coreia do Sul, além de ter anunciado que iria remilitarizar os postos de fronteira que ficaram sem tropas sob o pacto assinado entre os dois países em 2018. A Coreia do Norte também anunciou que estava se preparando para enviar ao território vizinho 12 milhões de panfletos contendo propaganda contra o governo da Coreia do Sul.

Embora esses envios de material de propaganda violem tecnicamente o pacto bilateral de 2018, analistas políticos acreditam que Pyongyang usa um tom belicoso para pressionar pelo retorno negociações sobre a flexibilização das sanções das quais é alvo, depois de não conseguir isso na fracassada cúpula de 2019 com o governo dos Estados Unidos./EFE

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