Kircherismo denuncia 'golpe institucional'

BUENOS AIRES - O governo da presidente Cristina Kirchner alertou ontem contra um suposto "golpe institucional" que a oposição estaria organizando em caso de derrota da Casa Rosada nas eleições parlamentares de outubro. O alerta foi dado pela líder do kirchnerismo na Câmara de Deputados, Juliana Di Tullio.

Ariel Palacios, Correspondente - O Estado de S.Paulo

21 de agosto de 2013 | 02h03

"Por que eles querem a presidência da Câmara?", questionou Juliana. "A primeira minoria é que deve ter a presidência", disse ela, em referência ao kirchnerismo, que pode sair das urnas sem a maioria na Casa.

O governo sofreu uma derrota sem precedentes no dia 12, quando os argentinos foram às urnas votar nas eleições primárias obrigatórias. O governo obteve em todo o país apenas 26% dos votos, enquanto a oposição, embora fragmentada, reuniu 74%. As pesquisas indicam que a margem a favor da oposição pode se ampliar em outubro.

O governo também acusa a imprensa de armar um "show midiático" sobre as suspeitas de corrupção de Cristina e aliados. A oposição afirma que o governo está se fazendo de "vítima".

Na segunda-feira, o secretário-geral da presidência, Oscar Parrilli, chamou Jorge Lanata, o apresentador do programa Jornalismo Para Todos, de "assassino midiático". Lanata havia denunciado uma escala suspeita em uma viagem de Cristina no paraíso fiscal de Seychelles.

O deputado Oscar Aguad, da União Cívica Radical (UCR), disse ontem que a oposição tentará se unir para obter a presidência da Câmara. Os governos da UCR (dos ex-presidentes Raúl Alfonsín e Fernando de la Rúa) conviveram com o Legislativo controlado pelo peronismo, mas nunca um presidente peronista teve de negociar com um Parlamento dominado pelos rivais.

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