Kirchner acusa petrolífera de violar resoluções da ONU

A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, acusou a petrolífera inglesa Desire Petroleum de violar resoluções da Organização das Nações Unidas (ONU). "A instalação de uma plataforma para a busca de petróleo nas Ilhas Malvinas é uma violação das disposições da ONU", disse Cristina, nesta segunda-feira, durante discurso na cúpula dos presidentes dos países da América Latina e Caribe, em Cancún (México). A presidente reiterou que "a Argentina vai insistir em sua reivindicação pela soberania sobre as Ilhas Malvinas".

MARINA GUIMARÃES, Agencia Estado

22 de fevereiro de 2010 | 18h19

Cristina disse que a posse argentina das Malvinas é uma questão regional, porque, segundo argumentou, os conflitos pela soberania no século 21 são disputas pelos recursos naturais. Cristina também agradeceu o "forte apoio" dos presidentes, que vão assinar uma declaração conjunta sobre "os legítimos direitos da República Argentina" sobre as Malvinas. Segundo o jornal "Clarín", diferentemente de declarações anteriores, o texto vai especificar que a disputa sobre a soberania, envolvendo, além das Malvinas, duas outras ilhas governadas pelo Reino Unido, Geórgia do Sul e Sandwich, inclui "os espaços marítimos circundantes".

Para a diplomacia argentina, esse detalhe é fundamental porque se refere à área que começou a ser explorada pela Desire Petroleum. Outro gesto importante, segundo a chancelaria argentina, é que os países do Caribe, que já foram colônias britânicas, também estariam dispostos assinar o documento de protesto contra o avanço do Reino Unido na exploração de petróleo nas águas das Malvinas. Com o apoio do chanceler da Jamaica, Kenneth Baugh, o governo argentino teria o respaldo dos 14 países caribenhos, cuja maioria conseguiu sua independência do Reino Unido nas últimas décadas.

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