Kirchner chama referendo sobre Malvinas de 'paródia'

A presidente argentina, Cristina Kirchner, chamou o referendo realizado nas Ilhas Malvinas (ou Ilhas Falkland para os britânicos) de "paródia", após os moradores da região votarem a favor de permanecer como território britânico ultramarino.

AE, Agência Estado

13 de março de 2013 | 10h17

"O que é importante hoje é a posição dos Estados Unidos sobre esse tipo de paródia de um referendo", disse Kirchner na Casa Rosada. "A porta-voz do Departamento de Estado disse que eles continuam a reconhecer que há uma disputa de soberania entre a Argentina e o Reino Unido."

A porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Victoria Nuland, "afirmou que o que eles (os residentes das ilhas) fizeram não muda a posição diplomática dos Estados Unidos, que tem sido sempre a de apoiar uma resolução diplomática do conflito através do diálogo", ressaltou Kirchner.

O governo argentino rejeitou o referendo e o definiu como sem sentido. Além disso, também afirmou que isso não irá afetar as suas reivindicações sobre as Ilhas Malvinas.

A Argentina reivindica as ilhas do Atlântico Sul desde 1833 e quer que a Organização das Nações Unidas (ONU) medeie um diálogo para encerrar a disputa. O Reino Unido recusou os pedidos da ONU para que participe desta negociação.

O primeiro-ministro britânico, David Cameron, pediu mais cedo que a Argentina respeitasse os desejos dos moradores das Ilhas Malvinas. Os resultados oficiais mostraram que 99,8% dos votos no referendo foram a favor de manter o local como um território britânico autônomo.

Os residentes das Ilhas organizaram o voto em resposta a uma retórica cada vez mais belicosa de Kirchner sobre a soberania da região. As informações são da Dow Jones.

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