Kirchner comprou US$ 2 mi no início da crise, diz BC

O ex-presidente Néstor Kirchner comprou US$ 2 milhões em divisas em outubro de 2008, três semanas após o anúncio da falência do banco Lehman Brothers e o início da crise global. O nome de Kirchner, hoje deputado e marido da presidente Cristina Kirchner, aparece em um relatório do Banco Central (BC) argentino divulgado ontem pelos jornais "Clarín" e "Perfil". A operação é legal, mas há a suspeita de que Kirchner tenha usado informação privilegiada para realizá-la. Em outubro de 2008, o dólar subiu de 3,23 para 3,39 pesos.

AE, Agencia Estado

01 de fevereiro de 2010 | 09h13

Na semana passada, o presidente do BC, Martín Redrado - que renunciou ao cargo na sexta-feira - ameaçou divulgar uma "lista dos amigos do poder que adquiriram dólares". Os investimentos chamam a atenção especialmente porque Kirchner e Cristina se apresentam como "defensores" da moeda nacional, enquanto boa parte dos cidadãos do país acredita mais na moeda norte-americana.

A Argentina ocupa o segundo lugar no ranking dos países onde há mais dólares mas mãos da população. Só perde para os Estados Unidos. Em média, cada argentino tem US$ 1.300 guardados. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.