Kirchner critica plano dos EUA de isolar Chávez na região

O presidente da Argentina, Néstor Kirchner, confirmou nesta quarta-feira, 21, a aliança de seu país com Brasil e Venezuela para a construção de um espaço sul-americano que garanta "dignidade e justiça" às populações da região.Em clara referência às recentes tentativas do governo americano em isolar o líder Venezuelano Hugo Chávez na América Latina, Kirchner criticou as correntes que defendem a idéia de que "há países que devem conter outros países". "Ou, neste caso, de que o presidente Luiz Inácio Lula Da Silva e eu devíamos conter o presidente Chávez", acrescentou Kirchner.Recentemente, o subsecretário de Estado americano, Nicholas Burns, esteve no Brasil e na Argentina com o objetivo de estreitar as relações entre os EUA e os dois países. A viagem foi vista amplamente como uma tentativa de fortalecer Kirchner e Lula na região, o que diminuiria a influência de Chávez."Erro absoluto. Nós (ele e Lula) construímos com o presidente Chávez o espaço da América do Sul para a construção da dignidade de nossos povos", declarou Kirchner, após assinar 17 acordos e memorandos de entendimento com seu colega venezuelano.O líder argentino pediu a integração regional e a construção de uma nova realidade sul-americana, que tenha "um sentido de identidade", e seja baseada em uma "estratégia que busque a justiça e a eqüidade" dos povos da região.Chávez também promoveu a integração regional como a única maneira de a América Latina alcançar a verdadeira independência e soberania, e voltou a acusar os Estados Unidos de tentar conter a união da região.Washington acusa a Chávez de ser um "autocrata", e de promover um sentimento antiamericano.

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