LEO LA VALLE/EFE
LEO LA VALLE/EFE

Kirchner: de líder estudantil à presidência da Argentina

Ex-presidente argentino foi responsável pela reestruturação econômica do país na última década

Estadão.com.br

27 de outubro de 2010 | 11h45

SÃO PAULO - Néstor Kirchner governou a Argentina de maio de 2003 a dezembro de 2007, quando foi sucedido por sua mulher, Cristina. Em 2009, ele havia sido eleito representante da província de Buenos Aires no Parlamento argentino e, desde maio de 2010, era secretário-geral da União das Nações sul-americanas (Unasul).

 

Veja também:

linkMorre Néstor Kirchner, ex-presidente argentino

mais imagens Imagens da carreira e da vida de Kirchner

 

Kirchner iniciou sua carreira na política ainda como universitário - foi militante da Juventude Peronista. Casou-se com Cristina durante a época da ditadura e conseguiu seu primeiro cargo administrativo em 1987, quando foi eleito prefeito de Rio Gallegos.

 

Quatro anos depois, foi eleito governador de Santa Cruz com 61 % dos votos - cargo para o qual foi reeleito. Foi nessa função que o líder do Partido Justicialista (herdeiro do peronismo) ganhou projeção nacional.  

 

Nas eleições de 2003, Kirchner era apresentado como o candidato de Eduardo Duhalde, então presidente. Ele disputou o cargo com dois ex-presidentes peronistas - Carlos Menem e Alberto Rodríguez Saá. No segundo turno, Menem retirou sua candidatura e Kirchner foi eleito.

 

Ao lado de Lula e Hugo Chávez, Kirchner era um dos líderes da centro-esquerda sul-americana que reaproximou o continente. Crítico do neoliberalismo, liderou a Argentina em reformas econômicas promovidas logo após ingressar na presidência, quando o país atravessara uma das piores crises de sua história.

 

Durante sua administração, a Argentina recuperou seu crescimento - O PIB chegou a crescer 8% - devido às renegociações das dívidas públicas junto ao Fundo Monetário Internacional (FMI). Nesse período, os índices de pobreza e de desemprego diminuíram drasticamente.

  

Em pouco tempo, Kirchner promoveu reformas na estrutura política argentina, dominada pelos setores conservadores. Seu governo teve como eixo central a promoção dos direitos humanos, já que retomou os julgamentos contra os responsáveis pelos crimes cometidos durante a ditadura.

 

Quanto à política externa, Kirchner reaproximou a Argentina dos vizinhos do Mercosul e se opôs à Área de Livre Comércio das Américas (ALCA).

 

Kirchner era considerado a verdadeira força política por trás do governo de Cristina, que o sucedeu após o então presidente anunciar que não disputaria a reeleição - embora tivesse altos índices de aprovação ao fim de seu mandato. Ele era tido como um provável candidato a retornar à presidência argentina, no ano que vem.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.