Kirchner enfrenta protesto de desempregados

O presidente Néstor Kirchner enfrenta o mais duro protesto social realizado em quase nove meses de governo, ao ser desafiado pelos "piqueteros", que acampam e fazem greve de fome em frente a um edifício oficial. Segundo o chefe de Gabinete argentino, Alberto Fernández, os manifestantes estariam tentando uma "extorsão". Ele garantiu que a política social do governo não será modificada.Os "piqueteros", como são conhecidos os manifestantes da ala mais combativa dos desempregados, se instalaram em frente à sede do Ministério do Trabalho, em Buenos Aires, na sexta-feira passada, para protestar contra a crise econômica. De início, o número de "piqueteros" não passava de 300, mas com o passar das horas a manifestação foi tomando corpo e agora já chega aos milhares. A maioria passa o tempo jogando futebol e cozinhando na rua."Não estamos fazendo um piquenique, estamos nas ruas por necessidade", avisou José Puntorero, que se definiu como um desempregado da área da construção. Os "piqueteros" reclamam principalmente o pagamento de uma ajuda mensal de cerca de 150 pesos mensais (praticamente a mesma quantidade em reais) que havia sido prometida pelo governo.

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