Kirchner já está montando equipe de governo

O presidente eleito da Argentina, Néstor Kirchner, já está mantendo reuniões para compor seu gabinete, segundo informações de assessores de sua campanha. Até o momento, o único nome confirmado é o do atual ministro de Economia, Roberto Lavagna, que continuará no cargo. Porém, as especulações giram em torno de pessoas com capacidade de gerar consensos políticos, além das condições técnicas de cada um dos ministros.Kirchner já adiantou que tem os nomes em vista e que já entrou na etapa de fazer os contatos com os escolhidos. Uma fonte ligada ao presidente eleito explicou que ele tentará atrair algum representante do ARI-Alternativa para uma República de Iguais, de Elisa Carrió, e do movimento Recrear, do economista Ricardo López Murphy, ambos eliminados no primeiro turno das eleições em 27 de abril passado. A deputada Carrió apoiou Kirchner para o segundo turno que não ocorrerá, mas o ex-ministro de Economia de Fernando de la Rúa, não manifestou nenhum apoio ao presidente eleito. A expectativa é de que o anúncio de sua equipe seja feito no domingo ou na segunda-feira para evitar o ínicio de uma semana de inquietudes nos mercados e emitir sinais de determinação.Dentre os nomes que estão sendo especulados, destacam-se pelo menos dois do atual governo, além de Roberto Lavagna, o atual ministro de Saúde, Ginés González García, que também poderia permanecer no cargo, e o ministro de Produção, Aníbal Fernández, quem poderia ocupar a pasta do Trabalho. O ministério de Produção seria absorvido pelo Ministério de Economia. A irmã do presidente eleito, Alícia Kirchner, uma reconhecida técnica na área social, também é cotada para ocupar o Ministério de Desenvolvimento Social. O chefe de campanha de Kirchner, Alberto Fernández, poderia ocupar a chefia de Gabinete ou a Secretaria Geral da Presidência. O Ministério do Interior seria ocupado por um dos governadores das províncias de Jujuy, Eduardo Fellner; de Formosa, Gildo Insfrán; ou de Misiones, Carlos Rovira. O presidente eleito estaria encontrando dificuldades para decidir quem ocuparia as pastas de Relações Exteriores, Educação e Defesa. Para o primeiro, são cotados: o economista Martín Redrado, atual vice-chanceler, o diplomata Juan Pablo Lolhé, e o político José Octávio Bordón, ex-governador de Mendoza. Kirchner teria pensado em convidar a ex-ministra de Educação do governo de Fernando de la Rúa, Susana Decibe, mas trata-se de uma figura polêmica com os sindicatos. Para a Procuradoria Geral, o jurista Rafael Bielsa tem sido o mais comentato.

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