Kirchner reivindica as Ilhas Malvinas

O presidente argentino Néstor Kirchner reivindicou para a Argentina a soberania das Ilhas Malvinas, indicando que a recuperação do árido arquipélago no Atlântico Sul é "um objetivo permanente e irrenunciável". No 24° aniversário da invasão argentina às ilhas, Kirchner realizou um enfático discurso na Escola Militar de El Palomar, diante de parte da cúpula das Forças Armadas e dos veteranos da Guerra das Malvinas. Kirchner argumentou que a Argentina possui uma "legítima e imprescritível soberania" sobre as ilhas que a Grã-Bretanha ocupa há 173 anos. Esta é a primeira vez desde o fim da guerra que um governo civil celebra a invasão às ilhas. Até agora, a data preferida era a do 14 de junho, "o dia da soberania", como forma de separar a reivindicação das ilhas da aventura militar implementada pelo ex-ditador e general Leopoldo Fortunato Galtieri. Derrota nas Malvinas No último sábado, na cidade de Córdoba, na região central da Argentina, duas centenas de veteranos, acompanhados de suas famílias, protestaram na frente da casa do general Mario Benjamín Menéndez, ex-governador militar das Malvinas, acusando-o da derrota na guerra. Os ex-soldados exigiam a remoção da pensão que Menéndez recebe como veterano de guerra. Menéndez é visto pelos historiadores como um líder militar "incompetente". Durante os dois meses e meio de administração militar, os oficiais de Menéndez desviaram alimentos e agasalhos doados por estudantes e associações beneficentes aos soldados para revendê-los no mercado negro. Neste fim de semana, foram realizadas cerimônias em homenagem aos veteranos de guerra e os soldados mortos no conflito bélico em diversas cidades argentinas.

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