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Kirchneristas comentam morte de procurador em troca de tuítes

No domingo, Alex Freyre publicou mensagem provocando Alberto Nisman; ontem sugeriu que procurador recebeu o que merecia por atacar cristina

O Estado de S. Paulo

20 de janeiro de 2015 | 19h33


BUENOS AIRES - O militante kirchnerista ultrarradical Alex Freyre causou polêmica nas redes sociais nesta teça-feira, 20, depois de sugerir em sua conta no Twitter que as pessoas que mexerem com a presidente Cristina Kirchner podem sofrer as consequências - uma clara alusão à morte do procurador Alberto Nisman, que na semana passada denunciou a presidente e o Chanceler, Héctor Timerman, pelo caso Amia.

"Se atingem Cristina... #Tedissemos" tuitou Freyre, que também é presidente do Arquivo da Memória da Diversidade Sexual da Argentina, alimentando especulações na rede social sobre a morte de Nisman e sugerindo que o procurador recebeu o que merecia por atacar a presidente. Rapidamente, centenas de usuários republicaram o texto tanto com mensagens de apoio quanto com acusações contra o kirchnerista.

Ao se dar conta da repercurssão da afirmação, Freyre escreveu uma nova mensagem tentando suavizar o texto anterior. "Se atingem Cristina... O povo inteiro a defenderá e discutirá as mentiras que tentam instalar. "Tedissemos Estamos atentos", afirmou. 

No domingo, dia em que Nisman foi encontrado morto em sua apartamento, Freyre já havia publicado outra mensagem provocadora na rede social. Na ocasião, em resposta ao líder social aliado do governo Kirchner, Luis D'Elía, Freyre escreveu: "Bom dia, negrinho querido. Para Nisman também?". Horas depois, ele apagou a mensagem do Twitter.

Essas não foram as primeiras polêmicas envolvendo o militante e as redes sociais. Em outubro, Freyre esteve no centro de outra polêmica quando publicou textos no microblog e afirmou em entrevista à rádio La Red que muitos soropositivos morreriam no país se Sergio Massa ou Mauricio Macri vencessem as eleições.

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