Kirchneristas farão novos piquetes contra 'Clarín', diz jornal

Manifestações ocorreriam no dia 7, quando expira o recurso que protege grupo contra Lei de Mídia aprovada em 2009

ARIEL PALACIOS , CORRESPONDENTE / BUENOS AIRES, O Estado de S.Paulo

12 de novembro de 2012 | 02h06

Informações reveladas ontem pelo jornal argentino Perfil indicam que o governo da presidente Cristina Kirchner estaria preparando mais um piquete contra o Grupo Clarín, que ocorreria no dia 7, data que os kirchneristas chamam simbolicamente de "7-D".

Segundo o diário, os militantes governistas que teriam essa missão seriam os integrantes do grupo Unidos e Organizados, composto por kirchneristas "puros", que acatam sem vacilar as ordens da presidente. No dia 7, vence a medida na Justiça que, nos últimos três anos, protegeu o Grupo Clarín do artigo da Lei de Mídia - aprovada em 2009 - que obrigaria a empresa de comunicação a vender a maior parte de suas emissoras. No entanto, a Suprema Corte poderia decidir uma prorrogação do recurso do conglomerado jornalístico por mais um ano.

O governo Kirchner descarta essa possibilidade e afirma que o prazo acaba no dia 7. Nesta hipótese, na segunda-feira seguinte à data, dia 10, o governo poderá abrir para licitação os canais de TV e rádio do Grupo Clarín. A empresa diz que, no pior dos casos, se não obtiver a prorrogação, ainda contará com um ano para o "desinvestimento" previsto na Lei de Mídia. Diante dessa afirmação, o governo ainda sustenta que o prazo termina no "7-D".

Na data, Cristina deverá estar em Brasília, na Cúpula do Mercosul, onde esperaria obter o respaldo de líderes da região para sua ofensiva. Informações extraoficiais indicam que a presidente argentina, ao voltar do Brasil, levaria para Buenos Aires o presidente do Equador, Rafael Correa, e os ex-presidentes Fernando Lugo, do Paraguai, e José Manuel Zelaya, de Honduras.

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