Kissinger deixa investigação do 11 de setembro

O ex-secretário de Estado americano Henry Kissinger renunciou nesta sexta-feira à chefia das investigações oficiais sobre os possíveis erros dos serviços de segurança dos EUA que permitiram os atentados de 11 de setembro de 2001 em Washington e Nova York. Políticos democratas e parentes das vítimas da série de ataques vinham criticando a escolha de Kissinger por suas estreitas relações com a administração de George W. Bush e pelos vínculos do diplomata com grandes empresas americanas e do exterior, para as quais atua como assessor. Kissinger desistiu de liderar as investigações ao se recusar a tornar públicos os nomes de seus clientes. Segundo seus críticos, a relação de Kissinger com algumas dessas empresas poderia gerar conflitos de interesses que prejudicariam a investigação. Numa carta de duas páginas enviada à Casa Branca, Kissinger declarou que suas atividades empresariais o impediam de tomar decisões na comissão. "Cheguei à conclusão de que não posso aceitar a responsabilidade proposta", dizia a carta. Bush, que tinha nomeado o ex-secretário para o cargo no dia 27, disse que aceita "com pesar" a renúncia de Kissinger e ressaltou que nos próximos dias anunciará um novo líder para a comissão investigadora. Inicialmente, o governo americano vinha se opondo à criação de uma comissão para investigar os ataques. Mas durante as audiências feitas pelo Congresso há seis meses, vieram à tona provas de que a agência central de inteligência, a CIA, e a polícia federal dos EUA, o FBI, ignoraram diversos indícios que apontavam para a iminência de um atentado.

Agencia Estado,

13 Dezembro 2002 | 23h32

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