Kobani corre menos riscos, mais ainda pode cair, dizem EUA

Oficiais do Exército e da Defesa americanos dizem que combatentes curdos têm melhores condições de enfrentar os militantes do EI

O Estado de S. Paulo

23 de outubro de 2014 | 21h22

WASHINGTON - A cidade síria de Kobani, próxima da fronteira com a Turquia, parece não correr mais risco de cair frente ao avanço do Estado Islâmico (EI), mas a ameaça continua, segundo disseram nesta quinta-feira, 23, oficiais americanos, ao oferecer uma visão mais equilibrada do combate contra o grupo radical.

Oficiais do Exército no Comando Central alertaram que o EI poderia, em última instãncia, capturar a cidade, mesmo depois que ataques aéreos e lançamento de armas e suprimentos médicos para ajudar os combatentes sírios a combater os militantes em confrontos de rua.

Um oficial de defesa americano, falando sob condição de anonimato, sugeriu que as forças curdas parecem ter condições de manter posições, a menos que a dinâmica de batalha mude. Ou seja, apesar dos esforços do EI para reforçar seus combatentes.

"Com os atuais ataques aéreos em curso para apoiar os combatentes curdos, que conhecem a cidade, a linha (de comunicação) meio que estabilizou", disse o oficial.

Um oficial militar americano, também falando sob condição de anonimato, disse que era muito cedo para dizer se o reenvio de armas faria alguma diferença.

O oficial enalteceu os combatentes curdos, dizendo: "(Kobani) pode cair, mas eles estão combatendo muito melhor agora". Questionado se a cidade corria menos risco, ele acrescentou: "Eu diria que sim". / REUTERS

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