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Kofi Annan insiste em plano de paz e exige cessar-fogo na Síria até esta 5ª

Para o enviado especial da ONU, por mais que o plano de paz não tenha sido aplicado como previsto, isso não significa que não será implementado

Efe,

10 de abril de 2012 | 13h25

ISTAMBUL - O enviado especial da ONU e da Liga Árabe para a Síria, Kofi Annan, insistiu nesta terça-feira, 10, na vigência de seu plano de paz e exigiu que o cessar-fogo previsto seja instaurado até a próxima quinta-feira, 12.

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"Até as 0h do dia 12 de abril teremos que silenciar as armas", afirmou o mediador em referência ao prazo previsto pelo plano, que, em princípio, também foi aceito pelas autoridades do regime de Damasco.

"É evidente que o plano de paz não foi aplicado segundo o programa previsto, mas isto não significa que o mesmo ainda não possa ser implementado", assinalou Annan em entrevista coletiva no aeroporto de Hatay, ao sul da Turquia.

O ex-secretário-geral das Nações Unidas também disse aos jornalistas que é cedo demais para assegurar que o plano falhou. Antes, Annan visitou um campo de refugiados de Yailadag, situado no extremo sul da Turquia.

"A chegada em massa de refugiados é um sinal claro que as coisas vão indo mal", manifestou Annan. "Temos que seguir trabalhando para frear essa violência. A Síria deve permitir a chegada de ajuda humanitária", acrescentou.

O vice-primeiro-ministro turco, Besir Atalay, que compartilhava a mesa com Annan, ressaltou seu apoio ao trabalho do mediador. "Hoje é dia 10 de abril e o prazo estipulado anteriormente já venceu. O regime sírio não cumpriu suas promessas", disse Atalay, em referência ao compromisso de Damasco de retirar todas as tropas de cidades até esta terça-feira.

O vice-primeiro-ministro reiterou que a Turquia espera que Assad cumpra esse compromisso até o dia 12 de abril. Mas, caso a Síria volte a não atender o compromisso, "será uma responsabilidade do Conselho de Segurança das Nações Unidas tomar todas as medidas necessárias", completou Atalay.

 

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