Kozlov, do BC russo, lutou durante anos contra a máfia no país

Andrei Kozlov, vice-presidente do Banco Central da Rússia, que morreu assassinado aos 41 anos, iniciou uma luta no país contra a corrupção bancária. O presidente da Associação Bancária Russa descrevia Kozlov como "o tipo de gente ativa e valente, que assume sua responsabilidade e se esforça para mudar o sistema bancário", segundo o diário espanhol El Pais."Kozlov tinha esperança em reformar o mercado financeiro da Rússia", afirmou Levan Zolotarev, outro vice-presidente do Banco Central russo que conhecia Kozlov há mais de 20 anos. "Ele impôs muitas mudanças radicais e importantes para o sistema bancário do país", segundo Zolotarev.Kozlov começou a trabalhar como economista no Banco Central da União Soviética em 1989 e permaneceu no banco quando, depois da queda do regime comunista, ele tornou-se o Banco Central da Rússia, em 1991. Depois de alcançar o cargo de vice-presidente, abandonou a instituição bancária para dedicar-se a negócios particulares, em 1999. Em 2002, ele voltou ao banco, no qual permaneceu até seu assassinato.Kozlov era responsável pela supervisão dos bancos russos e de um ambicioso programa para reduzir a corrupção e a lavagem de dinheiro no sistema bancário do país."Seus passos para limpar o sistema bancário e construir um novo e civilizado aparentemente afetou o interesse de alguém", afirmou Garegin Tosunian membro da Associação Bancária Russa, para a rádio Ekho Moskvy.O trabalho exercido por Kozlov fez com que ele se tornasse um alvo para mafiosos do sistema bancário russo, muitas vezes sendo atingido por campanhas em jornais e sites da internet, segundo o jornal The New York Times."Várias vezes Kozlov interferiu nos interesses de pessoas desonestas do sistema financeiro", afirmou Alexei Kudrin, Ministro das Finanças russo à rádio Itar-Tass.

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