Kremlin anuncia a morte do diplomata Anatoly Dobrynin

Kremlin anuncia a morte do diplomata Anatoly Dobrynin

Anatoly Dobrynin, um diplomata soviético que representou Moscou durante a crise dos mísseis em Cuba, em 1962, e mais tarde teve um papel crucial nas negociações para a União Soviética e os Estados Unidos frearem o crescimento dos seus arsenais nucleares, morreu aos 90 anos, informou o Kremlin.

AE-AP, Agência Estado

09 de abril de 2010 | 17h34

A morte de Dobrynin ocorreu na mesma semana em que o presidente dos EUA, Barack Obama, e o da Rússia, Dmitry Medvedev, encontraram-se em Praga para assinar um tratado para reduzir os arsenais nucleares dos dois países para o ponto mais baixo desde a corrida armamentista atômica da década de 1960.

Em comunicado liberado pelo Kremlin, Medvedev chamou o diplomata de "uma lenda na diplomacia russa". Dobrynin morreu na terça-feira em Moscou, disse a agência de notícias ITAR-Tass, acrescentando que o ex-líder soviético, Mikhail Gorbachev, expressou seus profundos pêsames quando soube da morte de Dobrynin.

Em Washington, o porta-voz do Departamento de Estado do governo norte-americano, Philip J. Crowley, também expressou os pêsames à Rússia pelo falecimento de Dobrynin. Segundo a agência ITAR-Tass, Dobrynin, durante seus últimos anos de vida, treinou uma nova geração de diplomatas para a Rússia, na Academia Diplomática da Rússia.

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