AP Photo/Susan Walsh
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Kremlin diz que agentes russos não têm envolvimento com invasão de contas do Yahoo

Porta-voz do governo afirmou que 'Rússia sempre teve interesse em cooperar na luta contra a criminalidade cibernética' e descartou qualquer envolvimento oficial de instituições do país com o caso

O Estado de S.Paulo

16 de março de 2017 | 11h43

MOSCOU - O Kremlin afirmou nesta quinta-feira, 16, que o serviço de espionagem russo FSB não teve envolvimento em qualquer atividade cibernética ilegal, um dia após os Estados Unidos acusarem dois agentes de inteligência russos e outras duas pessoas de invadirem 500 milhões de contas do Yahoo.

O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, disse que a Rússia não recebeu qualquer informação oficial sobre as denúncias, e soube do caso apenas por reportagens da imprensa. Ele disse a repórteres, em uma teleconferência, que Moscou espera receber informações oficias sobre o caso.

"Não se pode falar de envolvimento oficial de qualquer instituição russa, incluído o Serviço Federal de Segurança (FSB, antigo KGB), em ações ilegais no espaço cibernético", disse Peskov. "A Rússia sempre teve interesse em cooperar na luta contra a criminalidade cibernética. É um assunto prioritário nos tempos que correm", ressaltou.

Na quarta-feira as autoridades americanas acusaram os espiões russos de roubar dados do Yahoo! com o objetivo de ter acesso a informações privadas na internet de jornalistas russos e funcionários americanos e do próprio Kremlin.

Os dois espiões russos acusados são Dmitri Dokuchaev e Igor Sushchin, que trabalham para o FSB e se dedicam supostamente a investigar crimes cibernéticos, detalhou em entrevista coletiva uma das responsáveis pela investigação, Mary McCord.

Os espiões russos e dois hackers são acusados de roubar em 2014 dados de 500 milhões de usuários da empresa tecnológica Yahoo!, que também sofreu em 2013 outro ataque cibernético que afetou outros 1 bilhão de contas de e-mail.

Os dois "hackers" acusados são Karim Baratov, detido na terça-feira no Canadá, e Alexey Belan, um dos hackers mais procurados pelo FBI, que já foi acusado nos EUA em 2012 e 2013 por ataques cibernéticos que afetaram milhões de pessoas. / REUTERS e EFE

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