Kremlin tem só um dono

Denúncias de fraude nas eleições legislativas de novembro, na Rússia, levaram dezenas de milhares de pessoas às ruas do país. O partido do então premiê Vladimir Putin, o Rússia Unida, sofreu perdas no Parlamento, mas conseguiu manter a maioria. No entanto, ativistas alegam que milhares de votos foram fraudados. A posse de Putin foi marcada por manifestações contra sua volta ao poder. Para fugir da repressão, os opositores passaram a mudar constantemente os locais das passeatas. Ontem, pela primeira vez, os dissidentes marcharam em silêncio, evitando a resposta da polícia. Apesar de não ser uma ameaça concreta ao governo, Putin enfrenta muita dificuldade para tirar as pessoas das ruas. Boa parte da insatisfação popular é com a falta de alternância no poder. Putin foi presidente entre 200o e 2008, mas não pôde se candidatar a uma nova reeleição porque a Constituição proíbe uma segunda reeleição. O ex-agente da KGB, então, lançou Dmitri Medvedev como presidente e assumiu o cargo de primeiro-ministro. Nos últimos quatro anos, Medvedev até ensaiou uma política independente de Putin, mas não conseguiu evitar que o chefe voltasse a comandar o Kremlin. / AP

O Estado de S.Paulo

14 Maio 2012 | 03h02

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