Kuwait dissolve Parlamento e abre caminho para eleições

O emir do Kuwait, xeque Sabah al-Ahmad, emitiu um decreto neste domingo dissolvendo o Parlamento, formado em 2009, pouco mais de três meses depois de o legislativo ter sido restabelecido por um tribunal constitucional. O decreto foi anunciado pela televisão estatal kuwaitiana.

AE, Agência Estado

07 de outubro de 2012 | 10h17

A dissolução do Parlamento é a principal exigência da oposição e a ação abre caminho para novas eleições, o segundo pleito deste ano, o que pode encerrar um impasse político que já dura meses. A medida foi tomada após uma fracassada tentativa do governo, no mês passado, de derrubar uma lei eleitoral distrital que parece favorecer a oposição. Novas eleições devem ser realizadas no prazo de 60 dias.

O Kuwait é um dos aliados militares mais estratégicos dos Estados Unidos e sua importância aumentou ainda mais depois de Washington ter retirado suas tropas do Iraque, em dezembro. O país é agora um centro para a distribuição de tropas norte-americanas na região do Golfo Pérsico, onde os Estados Unidos e seus aliados árabes tentam conter a escalada militar do Irã.

Há meses o país está num limbo político. O governo tentou contestar o sistema de votação usado nas eleições de fevereiro, que deram aos islamitas e seus aliados o controle de 50 cadeiras no Parlamento. Um legislativo tampão, composto por deputados eleitos em 2009, tomou posse em junho, mas nunca realizou uma sessão sequer.

Líderes opositores pediram que o emir encerrasse o impasse e convocasse novas eleições. O Kuwait tem um dos Parlamentos mais ativos do Golfo, que costuma entrar em confronto com o governo por causa de suas políticas e acusações de corrupção. As informações são da Dow Jones e da Associated Press.

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