Kuwait vai abrir produção de petróleo a estrangeiros

As companhias estatais de petróleo do Kuwait deverão pedir a cinco empresas estrangeiras do setor - duas delas dos Estados Unidos - para que participem de um consórcio de produção de óleo cru. Isso daria a primeira oportunidade às estrangeiras, desde 1975, de participação na principal atividade produtiva do país. O Kuwait quer aumentar a produção o mais rápido possível, para suprir o petróleo iraquiano que faltará no caso de uma guerra contra os EUA. O país teme que o Iraque ataque seus tanques de petróleo como retaliação ao ataque norte-americano. O Kuwait precisa de tecnologia estrangeira para atingir sua meta de mais que dobrar a capacidade de produção, para 4 milhões de barris por dia, até 2010. A afirmação é do ministro de petróleo do país, xeque Ahmed Fahd Al Ahmed Al Sabah. "Talvez possamos conseguir com nossa tecnologia, mas acho que isso pode ser mais dispendioso", disse. O consórcio internacional representaria uma mudança radical na indústria de petróleo do Kuwait. O país tem sido totalmente responsável pela produção e exploração desde a nacionalização do setor, 27 anos atrás. O Kuwait tem 96,5 bilhões de barris de petróleo em reservas comprovadas - a quarta maior do mundo - e produz atualmente 1,8 milhão de barris por dia. O problema é que quanto mais o país extrai, mais difícil fica de chegar ao petróleo localizado mais abaixo no subsolo. Mais de trinta empresas estrangeiras manifestaram interesse em aplicar técnicas avançadas de extração no Kuwait, principalmente no nordeste do país. O ministro espera escolher entre três e cinco empresas estrangeiras para que estas formem um consórcio de exploração. A lista de interessadas inclui ChevronTexaco, ExxonMobil, BP, Royal Dutch/Shell e TotalFinaElf. O Kuwait espera que o consórcio faça investimentos da ordem de US$ 6 bilhões em três áreas próximas à fronteira com o Iraque. O problema é que a atual Constituição do país proíbe a participação de empresas estrangeiras em propriedades de petróleo e outros recursos naturais. Isso terá de ser alterado em julho de 2003.

Agencia Estado,

17 Dezembro 2002 | 19h13

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