The Ronald Reagan Presidential Library REUTERS
The Ronald Reagan Presidential Library REUTERS

Lady Di se tornou símbolo da moda ao revolucionar os códigos de vestuário da família real

Diana dominava a arte de usar o figurino correto em cada ocasião; em visitas ao exterior, usava peças inspiradas nas cores nacionais, e, diferente da rainha Elizabeth II, não usava luvas pois ‘gostava de manter contato com as pessoas que encontrava’

O Estado de S.Paulo

31 Agosto 2017 | 12h09

LONDRES - A princesa Diana de Gales continua sendo, 20 anos após sua morte, um símbolo da moda que revolucionou os códigos de vestuário da família real com a ajuda de grandes estilistas.

"Aprendeu rapidamente a usar a moda como instrumento para transmitir mensagens e promover causas", explica Libby Thompson, uma das curadoras da exposição "Diana: Her Fashion Story", em exibição no Palácio de Kensington, onde a princesa morou.

Apelidada de "Shy Di" ("Tímida Di") antes do casamento com o príncipe Charles, herdeiro do trono, em 1981, Diana tomou consciência de que a roupa tinha um grande poder de comunicação.

"A princesa aprendeu a fazer seu guarda-roupa dizer o que ela não poderia e trabalhou em estreita colaboração com estilistas como Catherine Walker para cuidar de sua personalidade por meio das roupas", afirmou a diretora de moda da revista Tatler, Sophie Goodwin, em entrevista ao jornal americano The New York Times.

Diana dominava a arte de usar o figurino correto em cada ocasião. Ao visitar hospitais, vestia cores luminosas para parecer mais próxima e acessível. Nas visitas ao exterior, usava peças inspiradas nas cores nacionais, como o vestido branco e de bolinhas vermelhas que usou no Japão em 1986.

Ela não usava luvas, como fazia e ainda faz sua sogra, a rainha Elizabeth II, "porque gostava de manter contato com as pessoas que encontrava", explica Eleri Lynn, também curadora da mostra em Kensington.

As fotos da princesa apertando a mão de pacientes com aids em 1987 ajudaram a acabar com certos mitos que cercavam a doença, como o do contágio ao menor contato.

A mulher mais fotografada de sua época entendeu as regras não escritas do figurino da realeza, mas não temia quebrar algumas delas às vezes. Dessa maneira, usou vestidos pretos à noite - uma cor que a Casa Real reserva para os momentos de luto - e foi a primeira a usar calças em um evento vespertino.

Ousadia

Diana ajudou a modernizar o figurino da realeza com vestidos marcantes, como o de veludo azul que usou em um jantar na Casa Branca em 1985. Com a peça, a princesa dançou com o ator americano John Travolta a canção "You Should Be Dancing", da trilha sonora do filme "Os Embalos de Sábado à Noite".

Conhecido como "o vestido Travolta", a peça tem sua própria página na Wikipedia e foi vendido por 240 mil libras (US$ 318 mil) em um leilão em 2013.

Após o divórcio do príncipe Charles em 1996, Diana voltou a mudar de estilo: abriu mão dos estilistas britânicos que havia priorizado para usar roupas de marcas internacionais, como Dior, Lacroix e Chanel. Também começou a usar vestidos mais ousados.

"Durante muitos anos, a princesa de Gales foi a grande e única obsessão do mundo da moda e a precursora do glamour como o conhecemos", escreveu Sarah Mower no jornal Daily Mail. Seu estilo foi muito imitado e ainda inspira os estilistas. Em 2016, a marca ASOS lançou uma coleção com base em seu estilo informal.

Na era das redes sociais, seu nome ainda tem muita força. A conta "Princess Diana Forever" no Instagram, que tem 160 mil seguidores, publica diariamente uma foto de Lady Di com diferentes modelos, divulgando seu estilo para as novas gerações. / AFP

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