Lafer diz que Bush não deu ultimato à ONU

O ministro das Relações Exteriores, Celso Lafer, não considerou que o presidente dos EUA, George W. Bush, tenha dado um ultimato à Organização das Nações Unidas, durante seu discurso na abertura da assembléia geral. "Bush fez uma pressão diplomática legítima", afirmou Lafer.Ele considerou positivo o discurso do presidente norte-americano, ao insistir em que a solução para o tema Iraque passe pelo Conselho de Segurança da ONU. "É positivo o fato de Bush ter reconhecido as responsabilidades do Conselho de Segurança da ONU em cumprir as resoluções existentes em relação ao Iraque", afirmou o ministro.Ele informou que Bush também compareceu ao almoço oferecido pelo secretário-geral da ONU, Koffi Annan, do qual Lafer tambémparticipou. "Annan e Bush fizeram um brinde aos delegadospresentes. O fato de Bush ter ido ao almoço também foi umamanifestação de apreço dele à ONU e aos delegados."Apesar de ter considerado importante a postura mais multilateralista de Bush, Lafer ressaltou que não estava subestimando as dificuldades e nem os riscos da situação com o Iraque. Ele afirmou que a pressão feita por Bush não significa exatamente que há uma ação de prazo estabelecida para a ONU agir. "Mas há uma noção de urgência entre os membros da ONU e essa noção é elástica. Não se pode colocar um prazo. Mas, como é uma noção de urgência, essa ação não pode se estender indefinidamente. Minha avaliação pessoal é de que este é um tema para ser resolvido em alguns meses."

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