Lafer rebate supostas críticas à reaproximação com Argentina

O ministro das Relações Exteriores, Celso Lafer, rebateu nesta sexta-feira as supostas críticas de autoridades do Departamento de Estado americano à reaproximação do novo governo argentino do Brasil. O temor em relação ao vínculo mais estreito entre os dois sócios do Mercosul, conforme a edição de hoje do jornal argentino Clarín, havia sido expresso durante uma reunião entre o ministro Ricardo Lagorio, ministro conselheiro da embaixada da Argentina em Washington, e funcionários americanos na última quinta-feira. "Não vejo nenhuma razão de preocupações por parte de quem quer que seja", afirmou Lafer. "Quanto ao fortalecimento do Mercosul e a sua capacidade de atuação, lembro que ficou claramente acertado, em 1997, que seus parceiros concordaram que iriam negociar em conjunto a Área de Livre Comércio das Américas (Alca) e assim vão continuar." Lafer lembrou que a relação desenvolvida pelo Brasil e pela Argentina nos últimos 15 anos é estratégica, tornou-se um fator de estabilidade política na América do Sul e colabora com uma ordem mundial mais pacífica. Esses vínculos, defendeu ele, permitiram inclusive a eliminação do conflito potencial entre os dois países, que tendiam para uma corrida nuclear. "Compare a situação argentino-brasileira com o que é hoje a situação entre a Índia e o Paquistão", afirmou, referindo-se aos dois vizinhos asiáticos. De acordo com a reportagem publicada pelo Clarín, Lagorio foi recebido por uma autoridade do Departamento de Estado, que disparou uma bateria de perguntas sobre as relações entre o Brasil e a Argentina. Entre elas, se o Brasil negociaria junto com o governo argentino com o Fundo Monetário Internacional (FMI) e se destinaria recursos para apoiar o plano econômico do presidente Eduardo Duhalde. Leia o especial

Agencia Estado,

11 Janeiro 2002 | 22h59

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