Lagarto sem patas achado no Brasil pode ser espécie desconhecida

Cientistas descobriram na região centraldo Brasil um lagarto sem patas, um sapo com chifres e umpica-pau-anão entre 14 espécies supostamente novas, afirmou umgrupo conservacionista na terça-feira. Uma expedição de quatro semanas pelo cerrado brasileiro,uma região ameaçada devido à expansão das áreas de cultivoagrícola, encontrou oito peixes, três répteis, um anfíbio, ummamífero e uma ave aparentemente novos para a ciência, disse ogrupo Conservação Internacional. "O lagarto, chamado de Bachia genus, lembra uma cobra pornão ter patas e por apresentar um focinho pontudo, o que oajuda a locomover-se pelo solo predominantemente arenoso daregião", afirmou em um comunicado a entidade, um grupo sem finslucrativos com sede nos EUA. Susan Bruce, porta-voz do Conservação Internacional, disseque o lagarto tinha entre 15 e 20 centímetros de comprimento.Entre os outros lagartos sem patas de várias partes do mundoincluem-se alguns parentes de lagartixas da Austrália e ascobras-de-vidro da Europa. O lagarto brasileiro foi achado durante a expedição pelaEstação Ecológica da Serra Geral do Tocantis, uma área decerrado protegida com 716 mil hectares de extensão. Entre as outras supostas novas espécies encontram-se umpica-pau-anão e um sapo com chifres. O grupo ambientalistatenta proteger a biodiversidade e argumenta que a humanidadeconsegue viver em harmonia com a natureza. "Áreas protegidas como a Estação Ecológica abrigam algunsdos últimos ecossistemas saudáveis de uma região cada vez maisameaçada pelo crescimento urbano e pela agriculturamecanizada", disse o líder da expedição, Cristiano Nogueira. A região do cerrado, parte dos altiplanos do centro doBrasil que antes cobria uma área do tamanho de metade daEuropa, está cada vez mais tomada pela produção agrícola e pelacriação de gado. A velocidade de expansão dessas áreas é duasvezes maior do que a verificada na Amazônia, afirmou oConservação Internacional. A expedição também registrou a imagem de espécies ameaçadascomo o tatu-bola, o cervo-do-pantanal e a arara-azul-grande emmeio a mais de 440 espécies de animais documentadas durante aempreitada, da qual participaram 26 pesquisadores.

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