Lagos promete apoio a viúva de desaparecido

O presidente Ricardo Lagos prometeu dar seu apoio para o esclarecimento da morte, após o golpe militar de 1973, do jornalista americano Charles Horman, informou nesta quarta-feira sua viúva. "Ele prometeu apoiar nosso caso", disse Joyce Horman, em entrevista à imprensa, após ter-se reunido na véspera com o mandatário chileno. Charles Horman foi preso em 17 de setembro de 1973, seis dias após o golpe militar liderado por Augusto Pinochet.Ficou detido por cerca de um mês no Estádio Nacional, onde teria sido torturado e morto. Seu corpo em uma urna selada foi entregue um mês depois à sua viúva e seu pai. A viúva de Horman se encontra no Chile em função de um processo movido contra Pinochet e outros responsáveis pela morte de seu marido, que está sendo examinado pelo juiz Juan Guzmán - o mesmo que processou Pinochet por sua responsabilidade nas 75 mortes e desaparecimentos durante a excursão pelo país de uma comitiva militar conhecida como Caravana da Morte. Junto com ela, viajam a jornalista Terry Simon, que afirma ter presenciado revelações feitas a Horman, por um oficial de inteligência americano, sobre a participação de seu país no golpe militar; e dois outros cidadãos americanos, David Hathaway e Joseph Dogherty, que também estiveram detidos no Estádio Nacional ao lado de Horman e Frank Terugi, igualmente assassinado. Os quatro, mais a chilena Isabel Restello, que presenciou a detenção de Horman por uma patrulha militar, prestaram depoimento na terça-feira perante o juiz Guzmán.

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