"Lágrimas de sangue" em estátua eram trote

As "lágrimas de sangue" descobertas há dois dias no rosto de uma estátua do beato Padre Pio na cidade siciliana de Messina não eram nada mais do que um ato de zombaria de um jovem, revelou hoje sua mãe. Através de um telefonema à redação de um jornal local, a mulher, aos soluços, denunciou o filho, um rapaz dependente de drogas, de ter manchado com seu próprio sangue a estátua do frade capuchinho, que será canonizado em 16 de julho próximo. "Denunciando-o publicamente, quero convencê-lo a falar", acrescentou a mulher, que afirmou não suportar "assistir a toda essa ´zombaria´"; seu telefonema foi considerado "confiável", apesar de a mulher não ter revelado sua identidade. Hoje, as primeiras análises das amostras recolhidas da estátua pelos policiais demonstraram tratar-se de "uma substância hematológica compatível com a espécie humana", segundo havia anunciado o bispo de Messina (na Sicília), Giovanni Marra. Uma patrulha de invesigadores da polícia militar havia recolhido as amostas do líquido avermelhado aparecido na estátua levando-o ao laboratório; e a procuradoria da República já havia recebido da polícia a informação de que pairavam dúvidas a respeito da autenticidade das lágrimas. O exame do sangue deverá mostrar agora se o sangue pertence a um dependente de drogas. Na noite de quarta-feira, uma jovem que passava pela praça diante da igreja de Nossa Senhora de Pompéia, em Messina, notou que um líqüido avermelhado escorria dos olhos da "estátua do frade capuchinho com estigmas". A jovem, que pedia ao futuro santo a cura de um seu primo muito doente, chamou então, muito perturbada, os responsáveis pela igreja próxima. Ao serem informadas do fato, cerca de 2.000 pessoas acorreram ao local onde fica a estátua do religioso - que na Itália é objeto de uma impressionante devoção popular - para rezar e fazer vigília.

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