Lançada a invasão, 30 mil civis continuam em Faluja

Apoiados pela artilharia, tanques, helicópteros e bombardeiros, mais de dez mil soldados americanos iniciaram a grande ofensiva para retomar o controle de Faluja, cidade majoritariamente sunita de 300 mil habitantes, situada a 50 quilômetros de Bagdá. A grande maioria dos moradores abandonou a região nas últimas semanas, mas as autoridades estimam que cerca de 30 mil civis e perto de 2 mil rebeldes permanecem na cidade.Os soldados tomaram o controle de duas pontes estratégicas sobre o Rio Eufrates, um hospital e a estação de trem. A estação teria sido controlada por tropas iraquianas leais ao governo provisório. Enquanto a aviação bombardeava posições de grupos rebeldes no bairro de Jolan, numa mesquita um clérigo conclamava os iraquianos a aderir à resistência, na maior batalha desde a invasão do Iraque, em março de 2003. Um médico local disse que 15 pessoas morreram e 20 ficaram feridas, entre elas uma menina de cinco anos e um menino de 10, nos combates iniciais. Numa entrevista coletiva em Washington, o secretário de Defesa dos EUA, Donald Rumsfeld, disse que a operação será dura e levará tempo. O secretário previu que muitos civis serão mortos, "certamente não pelos tropas americanas". O Pentágono batizou a ofensiva de "Fúria Fantasma". O objetivo declarado da operação é expulsar terroristas estrangeiros da cidade e retomar seu controle para o governo iraquiano antes das eleições gerais marcadas para janeiro. Um correspondente da National Public Radio, dos EUA, acompanhando as tropas, noticiou que 255 dos 500 integrantes do batalhão iraquiano que iria atacar Faluja desertaram.

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