Anthony Wallace/AFP
Anthony Wallace/AFP

Lançamento de míssil norte-coreano suspendeu voos nos EUA

Decolagens foram retomadas após 15 minutos; Administração Federal de Aviação afirmou adotar medidas de precaução regularmente

Redação, O Estado de S.Paulo

11 de janeiro de 2022 | 19h22

WASHINGTON - Um míssil lançado na segunda-feira, 10, pela Coreia do Norte levou as autoridades dos Estados Unidos a suspender por alguns minutos a decolagem de voos de alguns aeroportos da costa oeste dos EUA, informou nesta terça-feira, 11, a Administração Federal de Aviação (FAA).

Em comunicado, a FAA explicou que "pausou temporariamente" as partidas de alguns voos na noite de segunda-feira, embora as operações tenham sido retomadas após 15 minutos.

A autoridade de aviação dos EUA afirmou que medidas de precaução são adotadas regularmente, sem oferecer mais detalhes.

A Coreia do Norte lançou seu segundo míssil em apenas seis dias por volta das 7h27, horário local, na terça-feira (19h27 no Brasil).

Tanto o exército sul-coreano quanto as autoridades japonesas acreditam que foi um míssil balístico, que foi lançado no Mar do Japão.

A porta-voz da Casa Branca, Jen Psaki, disse a repórteres na terça-feira que Washington condena o lançamento desse "míssil balístico", que não representa uma ameaça "imediata" para os EUA ou seus aliados na região.

Ele lembrou que o disparo desse projétil viola as resoluções do Conselho de Segurança da ONU.

"Pedimos à RPDC (em referência à Coreia do Norte) que se abstenha de mais provocações e se engaje em um diálogo maior e sustentado", disse a porta-voz.

Este é o segundo lançamento de teste da Coreia do Norte este ano e ocorre dez dias depois que o líder norte-coreano, Kim Jong-un, fez um discurso destacando a necessidade de fortalecer as defesas do país e evitou enviar uma mensagem conciliatória a Seul ou Washington.

O diálogo de desnuclearização entre norte-coreanos e Estados Unidos permanece estagnado desde a fracassada cúpula de Hanói, realizada há quase três anos, durante o mandato do ex-presidente dos EUA, Donald Trump (2017-2021).

Até agora, Kim rejeitou os convites da administração do atual presidente dos EUA, Joe Biden, para tentar reativar essas negociações, pois sustenta que Washington mantém uma política "hostil" em relação ao seu regime. /EFE

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