Laos liberta 2 jornalistas europeus e seu intérprete americano

O governo do Laos libertou nesta quarta-feira dois jornalistas europeus e um intérprete americano condenados a 15 anos de prisão na semana passada pela morte de um guarda municipal, informou um funcionário governamental. O câmera francês Vincent Reynaud, o fotógrafo belga Thierry Falise e um intérprete laosiano-americano, o reverendo Haw Karl Mua, foram sentenciados em 30 de junho por um tribunal no norte do Laos. Seus acompanhantes e pelo menos outro indivíduo da etnia Hmong vinculados ao caso receberam idêntica sentença. Os jornalistas chegaram na tarde (hora local) desta quarta-feira a Bangcoc, capital da vizinha Tailândia, em um vôo que partiu de Vientiane, a capital laosiana. Logo após deixarem a prisão em Vientiane, os estrangeiros foram deportados para a Tailândia. Familiares e amigos dos dois europeus e do americano expressaram alívio ao serem informados sobre sua libertação. Ao chegarem a Bangcoc, os três recém-libertados disseram à imprensa que não sofreram torturas. A Ong Anistia Internacional disse que os laosianos de etnia Hmong detidos junto com os jornalistas e o intérprete estrangeiros podem ter sido torturados. O governo do Laos disse que a libertação dos três detidos foi um gesto de boa vontade em relação a seus respectivos governos. ?Gostaríamos de manter boas relações com esses países?, disse Sodom Phetrasy, vice-diretor da assessoria de imprensa governamental em Vientiane. Links relacionados: França tenta libertar jornalistas europeus detidos no Laos

Agencia Estado,

09 Julho 2003 | 13h58

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