AP Photo/Czarek Sokolowski (arquivo)
AP Photo/Czarek Sokolowski (arquivo)

Lars Vilks, sueco autor de caricatura de Maomé, morre em acidente de trânsito

Criticado após desenhar o profeta Maomé com o corpo de um cachorro em 2007, ele chegou a ser alvo de um atentado em 2015 e vivia sob proteção policial

Redação, O Estado de S.Paulo

04 de outubro de 2021 | 11h45

O cartunista sueco Lars Vilks, alvo de um atentado em Copenhague em 2015 que vivia sob proteção após desenhar o profeta Maomé com o corpo de um cachorro em 2007, morreu no domingo, 4, em um acidente de trânsito na Suécia junto com os dois policiais que faziam sua segurança. 

A polícia sueca confirmou à AFP a morte do cartunista de 75 anos e dos dois policiais em um violento acidente no sul do país. Também descartou a hipótese de um ato intencional.

"É objeto de investigação como qualquer acidente de trânsito. Como há dois policiais envolvidos, foi aberta uma investigação por uma seção específica da promotoria", disse um porta-voz da polícia local à AFP.

O acidente ocorreu na tarde de domingo em uma estrada na comuna de Markaryd, sul do país, quando o carro se chocou contra um caminhão que viajava no sentido contrário, explicou a polícia em um comunicado. Os dois veículos pegaram fogo após a colisão.

Segundo o jornal Expressen, o veículo policial, que andava em alta velocidade, cruzou uma cerca de segurança por motivos ainda não determinados antes de colidir com o caminhão. O motorista do caminhão foi hospitalizado, indicou a polícia.

Após seu cartum de Maomé como um cachorro, Vilks passou a viver sob proteção quase ininterrupta devido a inúmeras ameaças e ataques de fundamentalistas islâmicos.

Em 14 de fevereiro de 2015, um jovem dinamarquês de origem palestina abriu fogo durante um debate sobre liberdade de expressão em Copenhague, organizado após o ataque mortal à revista Charlie Hebdo em Paris.

Vilks e o embaixador francês saíram ilesos, mas um cineasta dinamarquês de 55 anos foi morto pelo jovem, que horas depois matou um guarda da sinagoga de Copenhague. O agressor morreu no dia seguinte em um confronto com a polícia dinamarquesa. / AFP e REUTERS

 

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