Niklas Halle'n/AFP
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Lasso deveria deixar o Equador em 30 dias, diz Assange

Fundador do WikiLeaks provoca candidato de centro-direita, que, segundo contagem parcial, perdeu eleição presidencial

O Estado de S.Paulo

03 Abril 2017 | 01h59

QUITO - O fundador do WikiLeaks, Julian Assange, pediu ao candidato da frente de centro direita à Presidência do Equador, Guillermo Lasso, que "se retire" do país dentro de um mês. O empresário, líder da coligação Creando Oportunidades, perdia o pleito presidencial, de acordo com a contagem parcial do Conselho Nacional Eleitoral.

"Convido cordialmente ao senhor Lasso que se retire do Equador dentro dos próximos 30 dias (com ou sem seus milhões offshore) #AssangeSiLassoNo", escreveu o australiano em sua conta no Twitter.

O governo do presidente Rafael Correa acusa Lasso de ter contas em paraísos fiscais.

Assange estabeleceu o mesmo prazo que Lasso disse que, em caso de vencer a corrida presidencial, daria ao criador do WikiLeaks para que abandone a embaixada equatoriana em Londres. O australiano está exilado desde 2012 para evitar ser extraditado para a Suécia por supostos delitos sexuais, acusação que nega.

O asilo político lhe foi concedido pelo governo do presidente Correa, cujo ex-vice-presidente Lenín Moreno (2007-2013) liderava com 51,14% dos votos, contra 48,86% de Lasso, com 98,45% das urnas apuradas.

Em fevereiro, Lasso disse à agência France-Presse que "dentro do marco dos direitos humanos e o respeito ao direito internacional, buscaremos que o senhor Assange deixe a embaixada do Equador em Londres em no máximo 30 dias depois de iniciado nosso governo". / AFP

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