Latinos nos EUA rejeitam termos gerais que os agrupem sem distinção, diz pesquisa

Maioria não quer ser chamada de hispânico ou latino e prefere ser definida por sua nacionalidade ou a de suas famílias.

BBC Brasil, BBC

06 de abril de 2012 | 06h18

Nos Estados Unidos, a maioria dos imigrantes de língua espanhola vindos da América Latina relutam em ser classificados como "latinos" ou "hispânicos", sugere pesquisa realizada pelo Centro Hispano Pew.

A maior parte dos entrevistados, 51%, disse preferir ser definida por sua nacionalidade ou a de suas famílias.

Apenas 24% disseram usar os termos, utilizados há quatro décadas pelo governo americano.

Uma queixa dos entrevistados pelo Pew é que os termos "latino" e "hispânico" não refletem a amplitude cultural de uma comunidade de origens variadas.

Idioma

Os ouvidos pelo instituto dizem que os termos indicam um grupo de pessoas com pouca coisa em comum, entre elas o idioma, a religião e preferências políticas nos EUA. A maioria vota no Partido Democrata, exceto a comunidade cubana da Flórida, que tradicinalmente apoia os republicanos.

Cerca de 69% dos entrevistados afirmam que os quase 50 milhões de latinos nos EUA não têm uma cultura comum.

Quase metade dos entrevistados, 51%, não se consideram "americanos típicos".

A pesquisa indica que 76% dos latinos dominam o espanhol, 38% são bilíngues e 24% preferem o inglês.

A ampla maioria, 87%, afirma considerar necessário aprender o inglês. No entanto, um número ainda maior, 95%, diz ser importante falar espanhol. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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