EFE/Maxim Shipenkov
EFE/Maxim Shipenkov

Lavrov nega venda ou transferência de aviões de combate ao Irã

Secretário de Estado dos EUA, John Kerry, disse na terça-feira estar preocupado com possíveis violações da resolução do Conselho de Segurança da ONU após Moscou passar a utilizar a base de Hamadan para ataques na Síria

O Estado de S. Paulo

17 Agosto 2016 | 10h06

MOSCOU - O ministro das Relações Exteriores russo, Serguei Lavrov, negou nesta quarta-feira, 17, que o uso pela Rússia da base aérea iraniana de Hamadan para atuar na Síria suponha a venda ou transferência de aviões de combate ao Irã.

"Não há nenhum motivo para suspeitar que a Rússia esteja violando a resolução 2231 (do Conselho de Segurança da ONU). Neste caso não ocorreu nem fornecimento, nem venda e nem transferência de aviões de combate ao Irã", disse Lavrov em entrevista coletiva conjunta com seu colega neozelandês, Murray McCulley.

O secretário de Estado dos EUA, John Kerry, expressou na terça sua "preocupação" pelo fato de o desdobramento da aviação russa no Irã poder violar a resolução da ONU, que proíbe o fornecimento, venda e transferência de aviões de combate a Teerã.

Lavrov denunciou que as acusações feitas por Washington "distraem do objetivo principal, que é estabelecer uma coordenação para regular a crise síria".

O chefe da diplomacia russa disse que os Estados Unidos se mostraram incapaz de obrigar a oposição moderada síria a abandonar as posições que compartilham com os jihadistas sírios. "Infelizmente, de fato eles mesmos reconheceram que não podem fazer", disse o russo.

O porta-voz adjunto do Departamento de Estado americano, Mark Toner, voltou ontem a acusar Moscou de dirigir a maioria de seus ataques aéreos "contra forças da oposição síria", enquanto que Moscou afirma que seus alvos são o Estado Islâmico e a Frente al-Nusra.

A Rússia começou na terça-feira uma campanha de bombardeios na Síria partindo da base iraniana de Hamadan, onde desdobrou vários bombardeiros estratégicos Tu-22M3. / EFE

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.