Lavrov reafirma ceticismo com eleições na Ucrânia

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, reafirmou nesta terça-feira o ceticismo russo com a legitimidade das eleições presidenciais na Ucrânia, marcadas para 25 de maio, afirmando que a prometida reforma constitucional deveria ser apresentada ao público antes de qualquer presidente ser eleito.

AE, Agência Estado

06 Maio 2014 | 12h29

"A situação é bizarra", disse Lavrov, nos bastidores de uma reunião em Viena, na Áustria, dos chanceleres das 47 nações que compõem o Conselho Europeu. Ele voltou a defender a publicação de uma nova Constituição até o outono (do Hemisfério Norte) e eleições apenas no fim do ano. Embora tenha expressado apoio a eleições livres e justas que sejam monitoradas de forma independente, ele sugeriu que essas condições não estão sendo atendidas. "Marcar eleições em períodos em que o Exército é usado contra partes da população não é convencional", afirmou. "Isso não é o Afeganistão."

Lavrov disse ainda que qualquer negociação internacional para diminuir as tensões na Ucrânia deve incluir os rebeldes pró-Rússia do leste e sul ucraniano. Ele também exigiu que as tropas do governo ucraniano suspendam seus ataques contra áreas controladas por insurgentes.

Em 17 de abril, o chanceler russo se encontrou em Genebra com o ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andriy Deshchytsia, o secretário de Estado dos EUA, John Kerry, e a representante da UE, Catherine Ashton. Os quatro concordaram sobre a necessidade de dissolução de todas as formações militares ilegais na Ucrânia. Mas, desde então, a crise só se intensificou, com uma série de confrontos abertos entre forças do governo e rebeldes. Lavrov disse que uma nova rodada de negociações, que desse sequência às discussões de Genebra, "não terá qualquer valor agregado" a menos que representantes dos rebeldes sejam convidados. "Aqueles que protestam (...) querem ter sua voz ouvida", afirmou, a repórteres. "Eles querem ter uma voz em condição de igualdade quando se trata de decidir o destino de seu próprio país." Fonte: Associated Press.

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