Le Pen ameaça fazer "um terremoto político" na França

O líder ultradireitista francês Jean-MarieLe Pen, ameaçou com "um terremoto político" se tiverem sucesso aspressões sobre políticos franceses para que ele nãoconsiga as assinaturas necessárias para concorrer às eleiçõespresidenciais do próximo ano. "Não quero crer que por uma simples questão formal seria impedidosubmeter ao sufrágio dos franceses um candidato qualificado em 2002para o segundo turno", declarou Le Pen em entrevista a Le Journaldu Dimanche divulgada neste sábado. O presidente da Frente Nacional (FN), queixou-se que "faz-se todoo possível para dissuadir os prefeitos que me dêem suas assinaturas", ealertou que seria "um terremoto político com conseqüênciasterríveis" e uma "negação da democracia" se não alcançasse por issoos 500 votos de cargos públicos necessários para se apresentar. Disse que já recebeu "quase 400" assinaturas e advertiu "aos quese arriscariam a impedir apresentar-me que assumiriam uma granderesponsabilidade perante os franceses. Seria brincar com fogo". Le Pen assinalou que está "seguro" de chegar ao segundo turno daseleições presidenciais, como ocorreu em 2002, quando se qualificoujunto ao presidente francês, Jacques Chirac, e superou em votos ocandidato socialista, o então primeiro-ministro Lionel Jospin. O líder ultradireitista acusou os que parecem ser os doiscandidatos favoritos: o ministro do Interior, Nicolas Sarkozy, peladireita e a ex-ministra socialista Ségolène Royal, presidente daregião Poitou-Charentes. "Eles têm uma coisa em comum: sua demagogia", disse sobre Sarkozye Royal, aos que criticou por terem "a atenção fixada nas pesquisasde opinião" e por crerem representar as aspirações dos franceses, oque lhes levou a "multiplicar as propostas populistas". Citou a iniciativa de Royal de criar "júris populares" paracontrolar os cargos públicos ou a de Sarkozy de permitir espaçospara fumantes nos bares-tabacarias, como exceção à proibição dotabaco em todos os locais públicos, que deve entrar em vigor em 1ºde fevereiro.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.