Le Pen diz que desistência de Hollande responde ao fracasso de seu governo

Le Pen diz que desistência de Hollande responde ao fracasso de seu governo

Para candidata da extrema direita, 'seus adversários não serão nada mais do que os dublês'

O Estado de S.Paulo

02 Dezembro 2016 | 14h04

PARIS - A candidata da extrema direita às eleições presidenciais francesas, Marine le Pen, considerou nesta sexta-feira que a decisão do chefe do Estado, o socialista François Hollande, de não concorrer à reeleição responde ao fracasso de seu mandato.

Em um ato em Villepinte, ela ironizou o fato de que, com a saída de Hollande e de seu antecessor, o conservador Nicolas Sarkozy, seus rivais serão os "dublês", em alusão aos primeiros-ministros de seus respectivos mandatos, Manuel Valls e François Fillon.

A presidente da Frente Nacional (FN) disse que não se surpreendeu com a decisão de Hollande e que ela já tinha imaginado que isso aconteceria. Em sua opinião, o anúncio que o atual presidente fez ontem "marca o grande fracasso do quinquênio (de Hollande) e do Partido Socialista em conjunto".

"Meus adversários não serão nada mais do que os dublês, que, frequentemente, têm os mesmos defeitos dos atores principais e não têm as suas poucas qualidades", afirmou sarcasticamente, dando a entender que o primeiro-ministro Valls vai formalizar sua candidatura às primárias socialistas.

Fillon, primeiro-ministro durante os cinco anos de presidência de Sarkozy (2007 a 2012), foi o vencedor das primárias da direita, com dois terços dos votos no segundo turno, contra Alain Juppé.

Le Pen afirmou que esses dois primeiros-ministros "vão tentar fazer convencer (os eleitores) de que eles não têm responsabilidade no saldo, no passivo dos governos de Nicolas Sarkozy e de François Hollande", mas ela mesma vai se incumbir de lembrar que a "responsabilidade é integral nas políticas tomadas".

Por sua vez, o líder centrista François Bayrou qualificou de "louvável" a decisão de Hollande de não tentar se reeleger, mas justificou que o chefe de Estado foi "forçado" a fazer isso pelos resultados de sua ação. Em comunicado, Bayrou ressaltou que embora o chefe de Estado socialista tenha querido mostrar uma imagem positiva, os franceses "conhecem o outro lado" de sua presidência.

A expectativa é de que Bayrou informe nos próximos dias se ele será candidato nas presidenciais. / EFE

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.