MATTHIEU ALEXANDRE / AFP
MATTHIEU ALEXANDRE / AFP

Le Pen fala em restringir imigração para evitar o terrorismo

Presidente de partido ultradireitista critica políticas do governo francês e afirma que pena de morte é importante 

O Estado de S. Paulo

16 de janeiro de 2015 | 15h53


NANTERRE - A presidente do partido ultradireitista Frente Nacional (FN), Marine le Pen, afirmou nesta sexta-feira, 16, que as medidas antiterroristas do governo da França são insuficientes e apresentou um arsenal de propostas, entre elas aumentar o controle das fronteiras ou revisar a concessão da nacionalidade.

Em entrevista na sede de seu partido em Nanterre, nos arredores de Paris, uma semana depois dos atentados jihadistas na França que deixaram 17 mortos, além dos três autores dos ataques, Marine qualificou de "ilusório" não ver um vínculo entre o islamismo radical e a imigração.

"Quantos mais estrangeiros entrarem em nosso território há maior risco de haver indivíduos que pratiquem o proselitismo", disse Marine, que vê um perigo tanto na imigração ilegal como na legal.

A líder da FN insistiu em sua intenção de se suspender imediatamente a Europa sem fronteiras interiores, o que chamou de "um paraíso para os jihadistas".

Marine defendeu que as mesquitas sejam submetidas a um maior controle e os discursos nos centros de culto sejam feitos "exclusivamente em francês", ao mesmo tempo em que pediu que o laicismo no país seja "firmemente defendido".

Segundo ela, é necessário, além disso, que a resposta global ao terrorismo aumente os meios do Exército e das forças da ordem. Ela também falou em uma reorientação da política estrangeira e "das relações incestuosas com o Catar, um apoio de peso ao fundamentalismo", e exigiu um melhor diagnóstico da atual ameaça terrorista.

"O mundo já não enfrenta terroristas com o perfil de Osama bin Laden, mas a 'gentalha radicalizada'", afirmou Marine, que pediu para se criar uma brigada de gendarmes que atue com maior eficácia nos subúrbios. "Para mim, como advogada, a pena de morte é um instrumento necessário no arsenal político de um país", concluiu. /EFE

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